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14/8/2019 07:57

VAZA JATO: Dallagnol rejeitou receber prêmio porque Bolsonaro estaria no mesmo evento

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O coordenador da Lava Jato no Ministério Público no Paraná, Deltan Dallagnol, rejeitou receber um prêmio ao lado do hoje presidente Jair Bolsonaro (PSL) e "outros radicais de direita", segundo revelam mensagens privadas de integrantes da força-tarefa enviadas por fonte anônima ao site The Intercept Brasil e analisadas em parceria com o UOL. A ideia era não se vincular a bandeiras político-ideológicas, de acordo com nota enviada à reportagem (veja abaixo), como as do ex-capitão do Exército que hoje sugere que Deltan seja um "esquerdista tipo PSOL".



O prêmio em questão foi o "Liberdade 2016", concedido no Fórum Liberdade e Democracia, organizado pelo Instituto de Formação de Líderes de São Paulo, em 22 de outubro daquele ano no Transamérica Expo Center.



Em mensagem publicada em 5 de outubro no grupo Filhos do Januário 1, que reúne procuradores do MPF no Paraná, o coordenador da força-tarefa havia dito que iria receber o prêmio:
"Vou receber porque me parece positivo para a LJ, mas vou pedir para ressaltarem de algum modo, preferencialmente oifical, que entregam a mim como símbolo do trabalho da equipe". As mensagens divulgadas preservaram a grafia usada no aplicativo.

Três dias antes do evento, Deltan foi aconselhado por um assessor da força-tarefa a não participar para evitar que associasse a imagem da Lava Jato à do então deputado federal, que participaria de uma mesa durante o evento.





Como podemos ver acima, o assessor-2 estava QUASE IMPLORANDO para Deltan não ir. E conseguiu convencê-lo. Leia as conversas abaixo:





Bolsonaro foi recebido na mesa de debates por Helio Beltrão, presidente do Instituto Mises Brasil, de orientação liberal, enquanto a plateia gritava: "Mito, mito".

Duas semanas depois, Deltan pediu para outro assessor do MPF relacionar os prêmios recebidos pela Lava Jato, com detalhes da premiação, mas com menos destaque para outros, como o do Instituto de Formação de Líderes de São Paulo.





Nas mensagens abaixo, Deltan confessa que cancelou a ida porque Bolsonaro estaria lá (lembre-se, ele queria ir mas foi convencido pelo assessor-2, que praticamente implorou).



Não foi a única vez que procuradores da força-tarefa se mostraram avessos ao presidente Jair Bolsonaro. Em 21 de abril de 2017, Deltan envia um vídeo e pergunta aos colegas do grupo Filhos do Januário 1 se poderia compartilhar, pois havia políticos. "São de diferentes partidos em tese", disse à 0h29. Laura Tessler achou melhor não.





Bolsonaro não estava no momento da premiação, diz promotor

O promotor Roberto Livianu afirmou ao UOL que os procuradores da Lava Jato pediram que ele recebesse o prêmio por dificuldade de agenda. Ele disse que a premiação foi rápida e não viu Jair Bolsonaro ou Fernando Holiday na plateia. Em 7 de dezembro, Livianu entregou o prêmio em mãos a Pozzobon, em Brasília.

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6132 visitas - Fonte: Uol

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