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Goiânia – Em entrevista à Rádio Sagres, de Goiás, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, nesta sexta-feira (17/9), que a carta do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) à nação logo após as manifestações do último dia 7 de setembro, apenas dão provas de “sua fragilidade”. A carta foi redigida pelo ex-presidente Michel Temer (MDB) e assinada pelo atual mandatário do país. No texto, Bolsonaro pede desculpas às instituições que teria agredido nos atos do Dia da Independência.
“Eu não sei se alguém acreditou na nota feita pelo Temer para o Bolsonaro. Ele apenas assinou aquela carta como prova de sua fragilidade. A nota foi apenas confirmação da fragilidade do presidente Bolsonaro”, disse Lula, em entrevista ao vivo aos jornalistas Rubens Salomão e Cileide Alves.
Sobre a intercessão do ex-presidente Temer no caso, Lula disse que, na verdade, isso nem seria necessário, caso Bolsonaro tivesse uma postura de estadista. “Acho que ninguém precisava dar conselho que o presidente [Bolsonaro] precisa respeitar as pessoas e as instituições”, acrescentou.
Pesquisas
Na conversa, o ex-presidente falou sobre o quadro político de maneira geral no país e mesmo em Goiás. Sobre a pesquisa divulgada esta semana pelo Datafolha, Lula não se mostrou empolgado com a vantagem que tem nos diferentes cenários. Ele ainda acha que é cedo para uma avaliação mais concreta.
“Acho muito cedo para avaliar pesquisa neste momento. Elas serão mais contundentes a partir da campanha iniciada”, resumiu.
O ex-presidente petista entende que ainda falta muito tempo para a campanha em si. Ele comparou a situação como uma corrida. “Ainda falta muito tempo para outubro de 2022. Campanha política é maratona. É preciso dar os passos certos na hora certa”, disse.
De toda maneira, Lula acha difícil a consolidação de uma terceira via para quebrar a polarização que existe entre ele e Bolsonaro. Ele ressaltou que as manifestações de 7 de setembro mostraram que o atual presidente tem uma base em torno de 20% e que isso é significativo em um país do porte do Brasil.
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