Corpo de segunda criança Yanomami morta em garimpo ilegal, depois de sugada por maquinário, é encontrado

Portal Plantão Brasil
15/10/2021 12:29

Corpo de segunda criança Yanomami morta em garimpo ilegal, depois de sugada por maquinário, é encontrado

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O Corpo de Bombeiros de Roraima informou, na noite desta quinta-feira (15), que localizou o corpo da segunda criança indígena morta após ser “sugada” por balsa do garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, na comunidade Makuxi Yano, cidade de Alto Alegre. Trata-se de um menino yanomami que tinha 7 anos.



O corpo da criança foi encontrado por bombeiros-mergulhadores no Rio Parima, o mesmo em que foi localizado o corpo da primeira criança indígena, de 5 anos, na quarta-feira (13). Os dois meninos eram primos.

Segundo o relato dos indígenas recebido pela associação, as crianças estavam brincando no rio, na terça-feira (12), próximas a uma balsa do garimpo ilegal “quando foram sugadas e cuspidas para o meio do rio e levadas pela correnteza”.



A Fundação Nacional do Índio (Funai) foi acionada pela associação Yanomami e, em nota, informou que “por meio da Frente de Proteção Etnoambiental Yanomami e Ye’Kwana, acompanha o caso junto aos órgãos de saúde e segurança pública competentes e está à disposição para colaborar como trabalho das autoridades”.

“A morte de duas crianças Yanomami é mais um triste resultado da presença ilegal do garimpo na Terra Indígena Yanomami, que segue invadida por mais de 20 mil garimpeiros. Até setembro de 2021, a área de floresta destruída pelo garimpo ilegal superou a marca de 3 mil hectares – um aumento de 44% em relação a dezembro de 2020”, diz nota assinada Dário Kopenawa Yanomami, vice-presidente da Hutukara Associação Yanomami.



Pelas redes sociais, lideranças indígenas demonstraram indignação com o caso. A deputada federal Joenia Wapichana (Rede-RR), por exemplo, escreveu em suas redes sociais: “Inaceitável e grave. Crianças Yanomami mortas por serem sugadas por máquinas de garimpo ilegal. Não podemos banalizar o sucessivo aumento da violência contra os povos indígenas. O Estado brasileiro tem o dever de proteger a vida, integridade física, e a garantir justiça”.

A ativista e comunicadora indígena Alice Pataxó, por sua vez, afirmou que o episódio não configura acidente. “A morte das crianças Yanomami não foram um acaso, isso está acontecendo a muito tempo e não só naquele território, o genocídio indígena é real”, declarou.



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