725 visitas - Fonte: O Globo
BRASÍLIA - A Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle do Senado emitiu uma nota técnica nesta segunda-feira na qual afirma que seria possível divulgar a relação dos parlamentares responsáveis pelas indicações das emendas de relator (RP-9), que fazem parte do chamado "orçamento secreto", em anos anteriores.
A posição contraria o ato conjunto do Congresso, assinado pelos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), na semana passada, em que ambos alegam não ser possível cumprir integralmente a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) que exige transparência total nos Orçamento de 2021 e 2020. Eles alegaram que seria inviável reunir "milhares de demandas" feitas anteriormente ao relator-geral.
"Se houve ’milhares de demandas’ e os relatores-gerais encaminharam-nas na forma de indicações, algum tipo de procedimento organizativo tiveram para fazê-lo, e algum registro documental ou informacional mantiveram para seu próprio controle; caso contrário, teriam agido sem saber o que estavam fazendo (o que evidentemente não é o caso). Nada, absolutamente nada, obsta que sejam publicadas essas informações. Não há ’impossibilidade fática’", diz a nota técnica.
Para o consultor Fernando Moutinho Ramalho Bittencourt, que assina a nota, o argumento apresentado pelo Congresso em recurso ao Supremo para manter sigilo das indicações feitas ao relator-geral no passado "é comprovadamente falso".
"Investigações de imprensa, utilizando-se das prerrogativas da Lei de Acesso à Informação, reuniram copiosa documentação oficial relativa a demandas em busca de emendas de relator-geral, além de outras fontes que dispunham da documentação mas simplesmente se recusaram a torna-la pública", disse.
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