495 visitas - Fonte: G1
Familiares de Moïse Kabagambe, morto após ser agredido em um quiosque na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, receberam a concessão de um dos quiosques da orla da região nesta segunda-feira (7).
O prefeito Eduardo Paes e o secretário de Fazenda e Planejamento, Pedro Paulo, formalizaram a entrega da concessão em um evento na Prefeitura, no Centro do Rio.
“Desde o início entendíamos que a gente deveria lembrar permanentemente as pessoas do absurdo crime cometido contra uma pessoa, no caso o Moïse. Entendemos que isso poderia se juntar à presença da própria família do Moïse ali. É uma oferta feita pela prefeitura, mas também da Orla Rio”, disse Paes no início do evento.
’Até 2030’
O prefeito do Rio explicou ainda que a concessão dos dois quiosques ficará com a família de Moïse até fevereiro de 2030
“A decisão é de fazer a concessão, a entrega desses quiosques, para a família do Moïse. A Orla Rio está entregando uma carta compromisso, em que se compromete a ceder os dois quiosques, onde estão os quiosques Tropicália e Biruta, até fevereiro de 2030”.
Paes acrescentou ainda que o Tropicália já foi entregue imediatamente; mas que o quiosque Biruta ainda tem uma questão judicial a ser resolvida.
A família do congolês aceitou a oferta, que ainda contará com projeto de reforma e outras ações da Orla Rio, assim como outros treinamentos necessários para gerir o negócio.
A ação conta ainda com parcerias da Fundação João Diamante, SindRio (Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio), Danni Camillo e Instituto Akhanda.
"Gostaríamos de agradecer ao povo brasileiro pela solidariedade. A gente sabe que essa ação que aconteceu com o meu irmão não é o coração de todo o povo brasileiro. Recebemos muitas mensagens de apoio de muitas instituições. Gostaríamos só de agradecer a todos", disse o irmão de Moïse, Samir Kabagambe, que falou em nome da família.
Memorial e centro cultural
O projeto prevê a transformação do espaço em um memorial e ponto de transmissão da cultura de países do continente africano.
O secretário municipal de Fazenda Pedro Paulo Carvalho disse que a transformação do quiosque é uma forma de reparação à família. E vai ser um espaço público de lembrança para que a barbárie não seja esquecida e não se repita.
Ele acrescentou ainda que a gestão de um dos dois quiosques será dos parentes de Moïse. Já as oportunidades de emprego ligadas aos dois quiosques deverão, também, ser oferecidas a refugiados africanos residentes no Rio.
A informação já havia sido divulgada pelo advogado dos parentes de Moïse, Rodrigo Mondego, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) no sábado (5).
A prefeitura informou também que o contrato de concessão com os atuais operadores dos quiosques está suspenso, durante a investigação do crime e que, "caso se comprove que eles não têm qualquer envolvimento no crime, a Orla Rio discutirá a transferência para outro espaço".
"Caso contrário, o contrato será cancelado. Ainda não há prazo para a execução do projeto. Neste momento a Prefeitura está conversando com a família", diz a nota.
Manifestação
No sábado (5), o local e outras cidades foram palco de atos cobrando justiça por Moïse e promovendo a luta contra o racismo e a xenofobia
Plantão Brasil foi criado e idealizado por THIAGO DOS REIS. Apoie-nos (e contacte-nos) via PIX: apoie@plantaobrasil.net
Follow @ThiagoResiste
APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.