623 visitas - Fonte: O Globo
A prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro por denúncias de corrupção e os casos de assédio sexual na Caixa Econômica Federal têm maior potencial de influir no resultado da eleição do que o reajuste do Auxílio Brasil e o subsídio para os caminhoneiros, aponta pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira.
O levantamento apresentou aos eleitores fatos das últimas semanas e perguntou como eles poderiam influir na decisão de voto sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL). Como esperado, os eleitores que preferem Bolsonaro comemoraram o subsídio para caminhoneiros e o reajuste para o Auxílio, minimizando as denúncias de corrupção e assédio, enquanto o inverso ocorreu entre os lulistas. O resultado importante está entre os eleitores que preferem que nem Bolsonaro, nem Lula vençam as eleições. Compare:
Prisão do ex-ministro da Educação por corrupção:
-Aumenta chances de voto em Bolsonaro: 10%
-Diminui chances de voto em Bolsonaro: 43%
Denúncias de assédio sexual na Caixa Econômica Federal:
-Aumenta chances de voto em Bolsonaro: 11%
-Diminui chances de voto em Bolsonaro: 39%
Aumento do Auxílio Brasil para R$ 600:
Aumenta chances de voto em Bolsonaro: 11%
Diminui chances de voto em Bolsonaro: 30%
Demissão do presidente da Petrobras:
-Aumenta chances de voto em Bolsonaro: 20%
-Diminui chances de voto em Bolsonaro: 29%
Criação do subsídio para caminhoneiros:
-Aumenta chances de voto em Bolsonaro: 26%
-Diminui chances de voto em Bolsonaro: 22%
Redução do ICMS sobre combustíveis
-Aumenta chances de voto em Bolsonaro: 27%
-Diminui chances de voto em Bolsonaro: 22%
Os eleitores "nem Bolsonaro-nem Lula vão" decidir as eleições. Eles representam 20%, segundo a Genial/Quaest, e são os mais propensos a mudar de voto: 70% dos nem-nem dizem que ainda podem mudar o voto até outubro, e apenas 27% estão convictos.
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