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O Comando Militar do Sudeste, nesta quinta-feira (26), solicitou a prisão preventiva de seis militares suspeitos de envolvimento no furto de 21 metralhadoras do Arsenal de Guerra de São Paulo, localizado em Barueri. Paralelamente, 17 militares enfrentam punições disciplinares por falhas na supervisão do armamento.
Até o momento, 17 das metralhadoras furtadas foram recuperadas, sendo oito no Rio de Janeiro e nove em São Roque, São Paulo. As investigações apontam que um cabo teria usado um veículo oficial de um tenente-coronel para transportar as armas, que posteriormente seriam destinadas a facções criminosas em São Paulo e no Rio de Janeiro.
A Polícia Civil também está investigando a participação do ex-militar do Exército, Michel Eric Rabelo da Silva, no roubo. Em sua residência, foram encontradas munições, um capacete balístico e uma identidade militar falsa.
O Comando Militar do Sudeste, em nota, esclareceu que a apreensão não tem relação com o furto em Barueri e que as munições encontradas eram inertes, ou seja, não poderiam ser disparadas.
O general Maurício Vieira Gama, chefe do Estado-Maior do Sudeste, destacou que tanto praças quanto oficiais estão sob suspeita e enfrentarão punições. Os seis militares que tiveram a prisão preventiva solicitada podem ser condenados a até 27 anos de prisão. Adicionalmente, 17 militares foram punidos administrativamente por negligência na supervisão das armas.
As armas furtadas incluem metralhadoras potentes, algumas capazes de derrubar aeronaves. Há suspeitas de que seriam vendidas para facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), mas as organizações teriam recusado o armamento devido à falta de componentes e ao estado de conservação das metralhadoras.
*Com informações do DCM
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