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Após consecutivos vetos das principais potências no Conselho de Segurança da ONU, a Assembleia Geral avaliará uma resolução que solicita um "cessar-fogo imediato" em Gaza. Mesmo que o texto tenha um caráter mais recomendatório, ele tem o potencial de evidenciar o isolamento de EUA e Israel no debate, intensificando a pressão para que o Conselho de Segurança da ONU avance nas negociações para uma resolução mais robusta.
Em uma conversa confidencial com o chanceler Mauro Vieira, Marjana Spolyaric, presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, apelou para que o Brasil continue a negociar uma resolução no Conselho de Segurança. Durante o encontro, Spolyaric delineou um cenário humanitário de "extrema gravidade" e solicitou ações imediatas do órgão da ONU. Atualmente, o Brasil preside o Conselho e sua proposta de resolução tem sido a base para novas tentativas de superar o impasse.
Nesta semana, em um episódio descrito por diplomatas como um "circo macabro", o Conselho não chegou a um consenso sobre como reagir à crise em Gaza. Propostas dos EUA foram vetadas por Rússia e China, enquanto uma proposta russa, que não fazia referência ao direito de autodefesa de Israel, foi rejeitada por EUA e Reino Unido.
Diante do impasse, países árabes optaram por levar a questão à Assembleia Geral, onde nenhum país possui poder de veto. Uma resolução pode ser aprovada com o voto da maioria dos 192 países membros.
Nos bastidores, um grupo de países, incluindo Brasil, França, Suíça, Malta e China, está tentando resgatar o projeto de resolução do Itamaraty como base para novas negociações.
*Com informações do UOL Notícias
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