733 visitas - Fonte: Plantão Brasil/X
Em um cenário econômico que reflete os esforços do governo Lula para estabilizar a economia brasileira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) se prepara para uma decisão crucial. A expectativa é de que, na próxima quarta-feira (1°/11), a taxa Selic seja reduzida de 12,75% ao ano para 12,25%, de acordo com o boletim Focus.
Desde agosto, o Copom já realizou duas reduções na taxa, mostrando alinhamento com as políticas econômicas progressistas do governo Lula. A inflação, que havia apresentado queda no início do ano, voltou a subir no segundo semestre, mas essa movimentação já foi prevista por especialistas.
O Copom, em suas reuniões anteriores, já sinalizava possíveis cortes de 0,5 ponto percentual. A decisão é baseada na necessidade de manter uma política monetária contracionista, essencial para o controle da inflação, uma das prioridades do governo Lula.
A projeção é que a Selic termine 2023 em 11,75% ao ano. A meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para 2023 é de 3,25%, com uma margem de 1,5 ponto percentual. O BC estima que há 67% de chance de a inflação aumentar o teto da meta.
Em setembro, a inflação foi impactada pelo aumento dos preços da gasolina, registrando 0,26%, conforme dados do IBGE. No acumulado do ano, a inflação atingiu 3,50%, e nos últimos 12 meses, o índice alcançou 5,19%.
O Copom tem enfatizado a importância de manter uma política monetária contracionista para garantir a convergência da inflação para os próximos anos. As incertezas do mercado e as expectativas de inflação acima da meta são fatores que influenciam a decisão sobre a taxa Selic.
De março de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas. Antes desse ciclo de alta, a Selic havia sido reduzida para 2% ao ano, o menor valor da série histórica, como resposta à crise econômica causada pela pandemia de covid-19.
A taxa Selic é um instrumento crucial do Banco Central para regular a inflação. O BC atua diariamente no mercado para manter a taxa de juros correta ao valor definido nas reuniões do Copom.
A decisão sobre a Selic impacta diretamente a economia. Quando a taxa é elevada, o crédito se torna mais caro, desestimulando o consumo. Por outro lado, uma redução na Selic torna o crédito mais acessível, incentivando a produção e o consumo.
O Copom se reúne a cada 45 dias para avaliar e definir a Selic. O processo envolve análises técnicas sobre a economia brasileira e mundial, bem como o comportamento do mercado financeiro.
Com informações da Agência Brasil
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