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A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) emitiram um alerta urgente sobre a situação crítica em Gaza. A falta de água potável, agravada pela interrupção do fornecimento ao sul de Gaza, está colocando a região à beira de uma catástrofe de saúde pública. Os bombardeios israelenses, além de causarem deslocamentos em massa e superlotação de hospitais, também danificaram as infraestruturas de saneamento.
Mais de 2 milhões de pessoas em Gaza estão sendo afetadas pela escassez de água potável, o que aumenta drasticamente o risco de mortes por desidratação. Catherine Russel, diretora executiva do Unicef, destacou que a falta de água potável e saneamento seguro pode resultar em doenças transmitidas pela água e mortes, especialmente entre crianças.
A infraestrutura de abastecimento de água em Gaza está em condições precárias, com 55% dela necessitando de reparos urgentes. A única estação de dessalinização operante está funcionando a apenas 5% de sua capacidade, enquanto outras estações de tratamento de águas residuais estão inoperantes devido à falta de combustível ou energia.
A OMS e o Unicef pediram o fornecimento urgente de combustível para permitir o funcionamento da usina de dessalinização. No entanto, Israel bloqueou a Faixa de Gaza e recusou-se a permitir o fornecimento de combustível, alegando preocupações com o seu uso pelo Hamas para fins militares.
Além dos impactos físicos, o Unicef também destacou os efeitos na saúde mental das crianças, que enfrentam estresse tóxico devido à violência contínua, interferindo em seu desenvolvimento físico e cognitivo.
“Gaza tornou-se um cemitério para milhares de crianças. É um inferno”, disse o porta-voz da Unicef, refletindo sobre o número alarmante de crianças mortas na região.
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