928 visitas - Fonte: Plantão Brasil/X
Em uma demonstração clara de que a justiça ainda prevalece no Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prossegue com o julgamento que promete selar de vez o destino político de Jair Bolsonaro, ex-presidente acusado de abuso de poder político e econômico durante as celebrações do 7 de setembro de 2022. Este evento é emblemático por escancarar a tentativa desesperada de Bolsonaro em usar a máquina pública para se autopromover em sua campanha à reeleição.
Até o momento, o panorama é favorável à democracia e à ética política, com 2 votos a 1 endossando a inelegibilidade do ex-mandatário e a imposição de uma multa de R$ 425 mil pelo uso indevido da estrutura do evento. O julgamento, iniciado em 24 de outubro, aguarda os votos de quatro ministros para sua conclusão.
Bolsonaro, já condenado anteriormente à inelegibilidade por oito anos, vê seu futuro político cada vez mais restrito. Caso a maioria dos ministros mantenha a linha de entendimento atual, ele enfrentará sua segunda condenação, reforçando sua exclusão do cenário eleitoral até 2023.
Os ministros Benedito Gonçalves e Floriano de Azevedo Marques já expressaram seu posicionamento pela condenação, com Marques ampliando o alcance para incluir também o general Braga Netto, vice na chapa de Bolsonaro, na inelegibilidade. Em contrapartida, o ministro Raul Araújo mostrou-se dissonante, acreditando que a legislação eleitoral não proíbe comícios após eventos oficiais.
O julgamento é resultado de ações movidas pelo PDT e pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), que argumentaram pela inelegibilidade de Bolsonaro e pela aplicação de multa, devido à utilização das comemorações oficiais do Bicentenário da Independência em Brasília e no Rio de Janeiro para promover sua candidatura à reeleição nas eleições de outubro do ano passado.
Na defesa, Bolsonaro alegou que não utilizou a comemoração do 7 de setembro para promoção de sua candidatura. Segundo seus advogados, ele deixou o palanque oficial e se dirigiu a outra parte da Esplanada dos Ministérios, onde um carro de som estava preparado para a campanha, sem vinculação com o evento cívico.
Com informações da Agência Brasil
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