A Polícia Federal realizou uma operação significativa na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, resultando na prisão do miliciano Taillon de Alcântara Pereira Barbosa e seu pai, Dalmir Barbosa. Eles são suspeitos de liderar uma organização paramilitar em Rio das Pedras, uma das mais antigas da capital fluminense.
A operação ganha contornos dramáticos ao revelar que pai e filho também eram alvos de traficantes responsáveis pela execução equivocada de três médicos, incluindo o irmão da deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL), na mesma região. As prisões ocorreram nas proximidades do Parque Olímpico de Jacarepaguá.
Polícia Federal prende miliciano que era o alvo dos traficantes que mataram médicos na Barra da Tijuca. Segundo os investigadores, o criminoso estava sendo escoltado por policiais militares. #PF#Milícia#RioDeJaneiropic.twitter.com/WnVm0HrOZQ
Além dos Barbosa, três homens, incluindo dois policiais militares da reserva e um da ativa, foram presos por associação criminosa, acusados de fornecer segurança particular aos milicianos.
Taillon de Alcântara já havia sido preso em dezembro de 2020 durante uma operação do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio de Janeiro. A semelhança física de Taillon com o médico Perseu Ribeiro Almeida, que estava em um congresso de medicina com outros colegas, levou os traficantes a dispararem contra o grupo, resultando em ferimentos graves e mortes.
Os suspeitos de participarem da execução foram posteriormente mortos pela própria facção criminosa a que pertenciam. Os corpos de dois deles foram encontrados dentro de veículos na Zona Oeste do Rio.
Em um incidente separado, mas relacionado à violência das milícias, Marcelo de Luna Silva, também conhecido como Bokinha e suspeito de ser chefe de milícia, foi baleado durante uma ação da Polícia Civil. Além disso, milicianos aterrorizaram a população ao ordenar a queima de 35 ônibus e um trem após a morte do sobrinho de um miliciano pela polícia.
O secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Cappelli, indicou que uma intervenção federal não está atualmente em consideração, enfatizando a aposta no Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) e no fortalecimento das relações interfederativas.
Com informações do Sputnik Brasil
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