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Em uma operação que reafirma a necessidade de mudanças profundas nas forças de segurança, a Polícia Federal prendeu o miliciano Taillon de Alcântara Pereira Barbosa na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. O mais chocante, porém, não é apenas a prisão de mais um criminoso, mas a descoberta de que dois policiais militares e um militar da ativa do Exército faziam sua segurança. Este episódio é um reflexo da triste realidade em que vivemos, onde aqueles que deveriam proteger a população estão, na verdade, a serviço do crime organizado.
O cientista político Acácio Augusto, da Unifesp, não se surpreende com a notícia, destacando que a prática de militares oferecerem serviços de segurança privada é comum, apesar de ilegal. Ele aponta que a milícia e as forças de segurança no Rio de Janeiro operam juntas, desfazendo a ideia de um "estado paralelo". Essa fusão entre crime e segurança pública é um dos maiores desafios que enfrentamos, e a prisão de Taillon é apenas a ponta do iceberg.
Taillon, uma das lideranças da milícia de Rio das Pedras, já havia sido preso em 2020 e condenado em 2022, mas estava em liberdade condicional. Seu grupo disputa território com o Comando Vermelho, e ele próprio foi alvo de um ataque que resultou na morte de três médicos, confundidos com ele. Essa guerra entre facções não só custa vidas inocentes, mas também expõe a fragilidade de nosso sistema de segurança.
A prisão de Taillon e seus protetores militares é um lembrete doloroso de que a luta contra a milícia não é apenas contra criminosos, mas também contra a corrupção enraizada nas instituições que deveriam nos proteger. É hora de uma reforma profunda, liderada por um governo comprometido com a justiça e a segurança de todos os brasileiros.
*Com informações da Revista Fórum
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