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Novas descobertas na "Operação Perfídia" apontam para um escândalo de corrupção que mancha o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. O general da reserva Paulo Assis, investigado por suspeita de envolvimento em fraudes durante a intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro, foi registrado visitando o Palácio do Planalto 25 vezes entre 2019 e 2022. Essas visitas levantam sérias preocupações sobre sua possível influência em benefício da empresa norte-americana CTU Security.
A investigação, que também envolve o General da Reserva Walter Braga Netto, ex-ministro de Bolsonaro, concentra-se na compra de coletes balísticos pelo Gabinete de Intervenção. Uma carta de crédito de R$ 35,9 milhões foi emitida para a CTU, mas os coletes nunca foram entregues devido a suspeitas na documentação da empresa.
Apenas seis dias após a suspensão do contrato com a CTU, Assis marcou presença no Palácio do Planalto, dirigindo-se à Secretaria de Controle Interno da Secretaria-Geral da Presidência. No dia seguinte, conversas entre os irmãos Glauco e Gláucio Guerra, representantes da CTU, revelaram que Assis teria questionado o parecerista do caso sobre a necessidade de envolver figuras de alto escalão como o então vice-presidente Hamilton Mourão, o então presidente Bolsonaro ou o então ministro da Casa Civil Onyx Lorenzoni.
As tentativas de reativar o contrato controverso cessaram em março de 2020 com o início da pandemia de COVID-19 no Brasil. Diante das acusações, Assis permaneceu em silêncio, enquanto Braga Netto defendeu-se alegando que os contratos seguiram a lei brasileira. No entanto, as evidências apontam para um esquema de corrupção que prosperou sob a vigilância de Bolsonaro, destacando a necessidade urgente de transparência e integridade no governo.
*Com informações do DCM
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