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A visita dos governadores Tarcísio de Freitas, de São Paulo, e Ronaldo Caiado, de Goiás, ao primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, gerou mal-estar entre a comunidade brasileira residente no Líbano. O encontro, que ocorreu em um momento de tensões elevadas na região, foi percebido como um gesto de apoio às políticas controversas de Israel, contrariando as críticas proferidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva às ações israelenses em Gaza.
Durante uma missão oficial do Itamaraty ao Oriente Médio, que incluiu passagens por países como Cisjordânia, Jordânia, Líbano e Arábia Saudita, diplomatas brasileiros se depararam com expressões de descontentamento de brasileiros residentes no Líbano. Este país abriga uma significativa população brasileira, particularmente no sul, região frequentemente afetada por conflitos com Israel.
A insatisfação manifestou-se fortemente contra a postura dos governadores brasileiros, considerada uma afronta às declarações do presidente Lula, que condenou os ataques israelenses comparando-os ao Holocausto. A fotografia dos governadores ao lado de Netanyahu foi especialmente mal recebida, descrita como um "soco no estômago" pela comunidade.
A polêmica visita sugere um alinhamento dos governadores com políticas que contrastam diretamente com a posição adotada pelo governo federal brasileiro, em um momento delicado de relações internacionais. A ação dos governadores de São Paulo e Goiás reflete as tensões internas do Brasil no que tange à política externa e ao posicionamento do país frente a conflitos internacionais.
Com informações do DCM
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