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A presidente nacional do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), comentou nas redes sociais sobre as operações da Polícia Federal que miraram os CACs (Colecionadores, Atiradores e Caçadores), grupo investigado por vender armas e munições para o crime organizado. Para a parlamentar, as operações mostram que “Bolsonaro é aliado do PCC e do crime organizado” e que a liberação de armas durante seu governo foi criminosa.
Gleisi destacou que a Polícia Federal apreendeu armas pesadas compradas legalmente pelos CACs, que estavam abastecendo quadrilhas de assaltantes de bancos e cidades. Segundo ela, a liberação de armas no governo de Bolsonaro resultou em mais violência e favoreceu o crime organizado. Em resposta a essa situação, Gleisi apresentou um projeto de lei na Câmara para extinguir a categoria dos CACs, argumentando que armas devem estar apenas nas mãos de agentes do Estado.
As operações da PF ocorreram em São Paulo e na Bahia na terça-feira (21). Em São Paulo, foram presos pelo menos quatro CACs ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), uma facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios. Na Bahia, os alvos foram CACs e policiais que forneciam armamentos e munições para os grupos do “novo cangaço”.
Em 2019, Jair Bolsonaro flexibilizou as regras de compra de armas e munições pelos CACs, o que resultou em um aumento significativo no número de armas de fogo em posse de civis, que passou de 59 mil em 2018 para 431 mil em 2022. Entre 2018 e 2023, quase 6 mil armas pertencentes a CACs foram roubadas, furtadas ou extraviadas, segundo notificações feitas ao Exército, responsável pela fiscalização do grupo.
Polícia Federal apreendeu armas pesadas compradas legalmente pelos tais CACs, municiando quadrilhas de assaltantes de bancos e de cerco a cidades. Foi nisso que deu a criminosa liberação de compra e porte de armas no governo do inelegível. Podemos escrever com todas as letras:…
— Gleisi Hoffmann (@gleisi) May 22, 2024