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O ex-diretor da Abin e fiel escudeiro de Jair Bolsonaro, Alexandre Ramagem, foi obrigado a prestar depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (6). O interrogatório, realizado por videoconferência devido à sua condição de foragido da Justiça, faz parte da ação penal que investiga os ataques terroristas de 8 de janeiro de 2023. A oitiva durou cerca de 50 minutos e foi conduzida por uma juíza auxiliar do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, demonstrando que a rede de proteção que cercava os articuladores do golpe está desmoronando.
Ramagem, que se tornou um dos símbolos do aparelhamento das instituições durante o desgoverno bolsonarista, responde por crimes graves: dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. A Procuradoria-Geral da República (PGR) o aponta como peça-chave do "núcleo crucial" que planejou e executou a violência contra as sedes dos Três Poderes. Enquanto o governo Lula trabalha para reconstruir o país e as instituições democráticas, o judiciário avança para garantir que nenhum criminoso fardado ou de terno escape da devida punição.
A retomada deste processo só foi possível após a Mesa da Câmara dos Deputados cassar o mandato de Ramagem no ano passado. Sem o foro privilegiado e a imunidade parlamentar, que ele usava como escudo para fugir de suas responsabilidades, o ex-deputado perdeu a proteção política que o mantinha longe dos tribunais. O ministro Alexandre de Moraes entendeu que, com a perda do cargo, todas as suspensões que a Câmara havia imposto ao processo perderam a validade, permitindo que a lei finalmente fosse aplicada ao aliado da prole bolsonarista.
Anteriormente, a Câmara havia tentado blindar Ramagem em uma votação vergonhosa, decidindo pela suspensão integral da denúncia contra o então parlamentar. Contudo, o STF anulou parcialmente essa manobra, estabelecendo que crimes cometidos antes da diplomação não poderiam ser ignorados. Agora, sem o mandato e na condição de fugitivo, Ramagem vê o cerco se fechar. O interrogatório desta sexta-feira reforça que, independentemente da localização física do réu, o rito processual contra os inimigos da democracia seguirá seu curso rigoroso.
O caso envolve outros sete réus que compunham a trama golpista que visava manter o bolsonarismo no poder através da força e do vandalismo. A acusação da PGR detalha como o grupo agiu para destruir o patrimônio que pertence a todo o povo brasileiro, tentando apagar o resultado das urnas que elegeu democraticamente o presidente Lula. O interrogatório conduzido pela magistrada auxiliar do gabinete de Moraes é um passo fundamental para instruir o processo que poderá levar esses articuladores para trás das grades por longo tempo.
O depoimento colhido via internet marca uma nova fase no enfrentamento ao golpismo, provando que a tecnologia será usada para impedir que o status de "foragido" sirva como tática de procrastinação da justiça. Enquanto Ramagem tenta se esconder, o STF protocolou formalmente o registro da oitiva, consolidando as provas de sua participação nos ataques a Brasília. A continuidade das investigações reafirma que o Brasil não aceita mais a impunidade para aqueles que conspiraram contra a República e o Estado Democrático de Direito.
Com informações do Brasil 247
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