90 visitas - Fonte: Plantão Brasil/Youtube
O bilionário Elon Musk, figura central no financiamento da extrema-direita global e ferrenho aliado de Donald Trump, resolveu usar sua rede social, o X, para filosofar sobre a suposta futilidade da riqueza. Na última quarta-feira (4), o dono da Tesla e da SpaceX afirmou que "quem disse que dinheiro não compra felicidade sabia do que estava falando", acompanhando o texto com um emoji de rosto triste. A postagem soou como um deboche para a maioria dos usuários, considerando que Musk ostenta uma fortuna estimada em astronômicos 668 bilhões de dólares.
A tentativa de Musk de humanizar sua imagem através da melancolia não convenceu o público, alcançando mais de 71 milhões de visualizações e uma enxurrada de críticas. Enquanto milhões de trabalhadores lutam para pagar as contas básicas sob o sistema que ele defende, o CEO da xAI recebeu sugestões irônicas para que doasse seu patrimônio ou se dedicasse à filantropia — algo que ele raramente prioriza em comparação aos seus investimentos em campanhas políticas conservadoras e projetos espaciais egocêntricos.
Enquanto o governo de Luiz Inácio Lula da Silva foca em políticas de distribuição de renda e combate à fome, o comportamento de Musk reforça a desconexão total da elite bolsonarista com a realidade. Para um homem que utiliza seu poder financeiro para tentar interferir na soberania de nações e espalhar desinformação, reclamar da "infelicidade" que o dinheiro traz é uma estratégia de relações públicas de baixo nível. O empresário parece esquecer que sua fortuna é fruto da exploração e de subsídios que ele agora usa para sustentar governos autoritários.
A contradição é gritante: o homem mais rico do mundo, que gasta centenas de milhões para eleger Donald Trump e atacar a democracia brasileira, agora quer ser visto como uma alma incompreendida e insatisfeita com o capital. As reações variaram de apoio de seguidores fanáticos a comentários ácidos que sugeriam que ele buscasse a religião, já que o acúmulo desenfreado de bens parece não preencher seu vazio existencial. Na prática, o desabafo de Musk é apenas mais um capítulo de sua busca incessante por atenção mediática.
O império de Musk, que inclui a SpaceX e a startup de inteligência artificial xAI, continua sendo usado como ferramenta de pressão política contra pautas progressistas em todo o mundo. A "tristeza" do bilionário não o impediu de continuar sendo o principal motor financeiro de movimentos que visam retirar direitos sociais e ambientais. Para quem repudia o bolsonarismo, o post de Musk é apenas a prova de que o excesso de poder nas mãos de poucos resulta em figuras instáveis que tratam a desigualdade social como um detalhe irrelevante diante de seus dramas pessoais.
Por fim, a publicação de Musk serve apenas para alimentar o algoritmo de sua própria plataforma e manter seu nome nas manchetes, independentemente do quão hipócrita sua mensagem possa ser. A realidade é que, enquanto ele publica emojis tristes, o mundo observa com cautela como sua fortuna de mais de meio trilhão de dólares continuará sendo usada para moldar a política internacional de forma antidemocrática. Se o dinheiro não lhe traz felicidade, Musk certamente o utiliza para garantir que sua influência ideológica permaneça intocada.
Veja a publicação de Musk:
Whoever said “money can’t buy happiness” really knew what they were talking about ??
— Elon Musk (@elonmusk) February 5, 2026