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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira (6) que a taxa básica de juros de 15% ao ano está em um patamar “restritivo” e pode comprometer o esforço fiscal do governo, caso provoque uma desaceleração econômica mais intensa. Em evento do PT em Salvador, Haddad declarou que a atual política monetária afeta diretamente a condução fiscal: “Taxa de juros está restritiva em um patamar que pode comprometer, inclusive, o trabalho fiscal. Porque, a partir do momento que a economia começar a desacelerar demais, você vai ter um rebatimento na política fiscal”. O ministro, que se declarou de férias e ressaltou que suas opiniões não refletem posição oficial da pasta, defendeu uma coordenação mais estreita entre as políticas fiscal e monetária para garantir estabilidade e crescimento sustentável.
Haddad avaliou que o Banco Central deu sinais de que pode iniciar uma trajetória de redução da Selic, citando a indicação feita na última reunião do Copom de um possível corte no próximo encontro. “Tenho dito, desde o ano passado, que eu achava que já era hora de começar pensar em uma trajetória consistente para não voltar mais. Nós temos de ir para o juro de um dígito e nunca mais pensar em juro de dois dígitos no Brasil”, declarou. O ministro, no entanto, ponderou que apenas os diretores do BC, com acesso a todas as informações, têm a palavra final sobre a política monetária. Em outra ocasião, Haddad já havia afirmado que, se estivesse no Copom, teria votado pela redução dos juros, reforçando sua posição de longa data por um afrouxamento monetário consistente.
Com informações do Brasil247
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