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O secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, afirmou nesta sexta-feira (6) que segue focado em suas atribuições no Ministério da Fazenda, apesar das fortes especulações sobre sua ida para a diretoria do Banco Central (BC). Indicado formalmente pelo ministro Fernando Haddad ao presidente Lula, Mello destacou que não recebeu um convite oficial, mas se colocou à disposição para qualquer missão delegada pelo governo. A movimentação faz parte da estratégia do governo federal de ocupar espaços decisivos com quadros qualificados, capazes de dialogar com a realidade econômica do país sem se curvar a pressões externas.
As vagas na diretoria do BC, abertas desde o fim dos mandatos de Diogo Guillen e Renato Dias Gomes em dezembro, são estratégicas para o alinhamento da política monetária com o projeto de desenvolvimento de Lula. Além de Guilherme Mello, o economista Tiago Cavalcanti também foi sugerido por Haddad. O processo de nomeação segue um rito rigoroso: após a escolha do presidente, os nomes precisam passar por sabatina no Senado Federal. Enquanto a decisão não sai, Mello mantém uma postura institucional irrepreensível, reforçando que qualquer mudança no status de sua função depende exclusivamente da caneta presidencial.
Durante a entrevista, o secretário fez questão de blindar a equipe econômica de ataques especulativos, garantindo que respeita a autonomia do Comitê de Política Monetária (Copom). Ele explicou que a Fazenda atua fornecendo insumos e modelos de projeção, mas que as decisões sobre a taxa básica de juros são prerrogativa dos membros do colegiado do BC. Essa postura técnica visa desarmar narrativas infundadas de setores do mercado financeiro que, por puro preconceito ideológico, tentam pintar a proximidade de Mello com o PT como um risco à meta de inflação.
Pelo contrário, aliados de Fernando Haddad reforçam que Guilherme Mello possui um currículo acadêmico sólido e uma atuação prática de destaque, especialmente na formulação de soluções para crises climáticas e na modernização da metodologia de metas inflacionárias. Sua trajetória na Secretaria de Política Econômica é marcada pelo equilíbrio e pela busca de crescimento sustentável. Para o governo, ter nomes como o de Mello no Banco Central significa garantir que o debate sobre juros seja feito com seriedade técnica e compromisso social, fugindo do rentismo que historicamente prejudica o povo brasileiro.
O ministro Fernando Haddad confirmou que o presidente Lula ainda não bateu o martelo sobre os escolhidos, pois pretende ouvir também o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Esse diálogo demonstra a maturidade do governo em construir uma composição harmônica e eficiente para a autoridade monetária. A expectativa é que as indicações ocorram nas próximas semanas, consolidando uma equipe que saiba equilibrar o controle da inflação com a necessidade urgente de investimentos e geração de empregos, marcas centrais da gestão petista.
A indicação de Mello representa uma vitória para a ala progressista que defende uma visão econômica mais próxima das necessidades da população e menos submissa aos humores da Faria Lima. Se confirmada, sua presença no BC será um contrapeso importante, trazendo uma perspectiva que considera o bem-estar social como variável fundamental da economia. Até que o convite formal seja feito, o secretário reafirma seu orgulho em servir ao governo Lula na Fazenda, demonstrando a disciplina e o espírito público que faltam aos opositores bolsonaristas que tentam sabotar a estabilidade do país.
Com informações do Brasil 247
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