142 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, vive um momento de fritura interna promovido por seus próprios "aliados" da extrema-direita. Pressionado a se filiar ao PL de Jair Bolsonaro, o governador tem resistido às investidas do clã, temendo que o radicalismo o afaste do eleitorado moderado e das siglas do Centrão. A ofensiva é liderada por Flávio Bolsonaro, que tenta emparedar o governador ao ameaçar com candidaturas próprias do PL em todos os estados, caso Tarcísio não aceite se tornar um soldado submisso à legenda do ex-presidente inelegível.
A disputa pelo controle da chapa de 2026 transformou o Palácio dos Bandeirantes em um campo de batalha. Valdemar Costa Neto exige a vaga de vice-governador para o PL, mas Tarcísio prefere manter a aliança com Gilberto Kassab (PSD), seu braço direito e secretário de Governo. Enquanto o governo Lula avança com políticas de reconstrução nacional, a direita paulista se digladia por nacos de poder, com o PL tentando rifar Felício Ramuth para emplacar André do Prado, ignorando que o PSD já é o fiador da estabilidade política do governador no estado.
No Senado, o cenário é de puro nepotismo e ideologia. Com uma vaga já prometida a Guilherme Derrite, os bolsonaristas agora tentam enfiar goela abaixo nomes como Eduardo Bolsonaro ou Marco Feliciano para a segunda cadeira. Tarcísio, ciente de que o radicalismo pode entregar a vitória para candidatos alinhados ao governo federal, tenta barrar a prole presidencial e busca um nome de centro. O governador já avisou que usará pesquisas para decidir, um recado claro de que não pretende sacrificar sua competitividade para satisfazer o ego da família Bolsonaro.
O clima de desconfiança aumentou após Tarcísio iniciar uma "limpeza" na Secretaria de Segurança Pública. Com a saída de Derrite para focar na campanha, a nomeação de Henguel Pereira abriu caminho para trocas nos comandos das polícias Civil e Militar, atingindo em cheio os aliados mais ideológicos do ex-secretário. Essas exonerações são vistas como um movimento de Tarcísio para retomar o controle técnico das polícias, afastando-as da influência direta do bolsonarismo, o que gerou revolta imediata nas alas mais extremistas que usam a segurança como palanque.
A estratégia de Tarcísio parece ser a de um equilibrismo arriscado: ele quer os votos da extrema-direita, mas não quer a coleira do PL. A resistência em se filiar ao partido de Bolsonaro revela o temor de ficar manchado pelos escândalos que cercam a família do ex-presidente. Para quem repudia o bolsonarismo, essa briga interna é a prova de que a aliança que governa São Paulo é movida por interesses fisiológicos e que Tarcísio está disposto a escantear seus antigos "padrinhos" para garantir sua própria sobrevivência política em 2026.
Enquanto as negociações fervem, o governador tenta vender uma imagem de gestor focado em resultados, mas a sombra de Jair Bolsonaro continua a assombrar seus planos. O desfecho dessa queda de braço definirá se Tarcísio terá coragem de romper definitivamente com o radicalismo ou se acabará cedendo às chantagens de Valdemar e Flávio. O fato é que o "namoro" com o bolsonarismo entrou em fase de desgaste público, e a tendência é que o governador busque cada vez mais o abrigo de Kassab para se proteger das investidas da prole do ex-presidente.
Com informações do DCM
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