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Apesar dos esforços da Petrobras sob o governo Lula para reduzir o custo de vida, o alívio nos combustíveis está sendo barrado pela ganância das distribuidoras e postos de gasolina. Desde o fim de 2022, a estatal reduziu o preço da gasolina nas refinarias em 16,4%, uma queda real de R$ 0,51 por litro. No entanto, o consumidor brasileiro enfrenta uma realidade oposta: o preço médio nas bombas saltou de R$ 4,98 para R$ 6,33 no mesmo período. Esse descompasso de 37,1% de aumento prova que a redução promovida pela Petrobras está ficando no caminho, engolida por margens de lucro infladas.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, aponta o culpado direto desse cenário: a privatização da BR Distribuidora ocorrida em gestões passadas. Sem uma distribuidora estatal que sirva como reguladora de mercado, a Petrobras reduz o preço na ponta inicial, mas as empresas privadas alargam suas margens de lucro, impedindo que o benefício chegue ao trabalhador. É o retrato fiel do projeto bolsonarista de desmonte do Estado, onde o patrimônio público foi entregue para que poucos lucrem às custas do sofrimento da maioria que depende do transporte.
Na prática, a conta para o motorista ficou salgada, com um impacto de R$ 67,50 a mais para encher um tanque de 50 litros em apenas três anos. Em cidades paulistas como Barueri e Guarujá, o litro chegou a bater a marca absurda de R$ 9,29, evidenciando uma exploração desenfreada. Especialistas explicam que a Petrobras responde por menos de um terço do valor final da gasolina, enquanto o restante é composto por impostos, logística e a mistura obrigatória de etanol, que também sofreu valorização, pressionando o bolso de quem produz e consome.
Mudanças na carga tributária estadual também pesam nesse cenário, com aumentos de ICMS que têm efeito imediato nas bombas. No entanto, o que mais indigna o cidadão comum é perceber que, quando a Petrobras sobe o preço, o repasse nos postos é instantâneo, mas quando há oito reduções consecutivas, o valor nas bombas permanece estagnado ou sobe. Essa dinâmica perversa revela um mercado que se aproveita da falta de regulação estatal para maximizar ganhos financeiros sem qualquer compromisso social.
Os representantes dos postos tentam se eximir da culpa, alegando que margens de lucro são estreitas e apontando irregularidades no setor como justificativa para os altos preços. Porém, investigações recentes revelam que esquemas ilegais e a falta de concorrência real em certas regiões criam um mercado paralelo que distorce os valores. Para o governo Lula, o desafio é enfrentar essa estrutura de cartéis e ineficiências herdadas de um período em que o foco era o desmonte da soberania energética nacional em favor do rentismo.
A reconstrução da política de combustíveis passa por entender que não basta a Petrobras fazer a sua parte se o restante da cadeia produtiva age para sabotar o bem-estar do povo. A manutenção de preços abusivos, mesmo diante de cortes nas refinarias, é a prova de que o país ainda sofre as consequências de um modelo econômico que desprezou o consumidor. A luta agora é para garantir que a eficiência da nova gestão da Petrobras se traduza em comida mais barata e fretes menores, vencendo a barreira imposta pelas distribuidoras privatizadas.
Com informações do DCM
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