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O sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças militares dos Estados Unidos, sob ordens diretas de Donald Trump, provocou um abalo sísmico na geopolítica da América do Sul e forçou o governo do presidente Lula a uma revisão profunda da estratégia de defesa nacional. Diante da operação aérea em Caracas, que culminou na captura de Maduro para julgamento em Nova York, Lula convocou a cúpula das Forças Armadas para um diagnóstico de emergência. O resultado foi preocupante: os comandantes militares admitiram que o Brasil possui brechas críticas e não detém tecnologia de defesa antiaérea suficiente para deter uma investida de uma potência global como os EUA.
A movimentação de Trump, interpretada por Brasília como uma ofensiva ligada aos interesses no petróleo venezuelano, alterou drasticamente o cenário de segurança na região. Se em 2023 o Brasil mobilizou mísseis e blindados para a fronteira visando conter um possível avanço de Maduro sobre o Essequibo, em 2026 o papel se inverteu: a Venezuela tornou-se o alvo de uma intervenção estrangeira sem precedentes. Para Lula, o episódio não indica uma ameaça direta ao Brasil, mas acende um sinal de alerta sobre a capacidade de dissuasão do país frente ao novo ímpeto intervencionista no continente.
Em reunião no Palácio do Planalto, que contou com o ministro da Defesa e os chefes do Exército, Marinha e Aeronáutica, além de Celso Amorim, o governo começou a desenhar uma resposta estrutural. Os militares aproveitaram o momento de tensão para pressionar por um plano de investimentos ambicioso: R$ 800 bilhões ao longo de 15 anos. O objetivo é tirar o Brasil da obsolescência e garantir que o país tenha meios reais de proteger seu território, superando as limitações do atual orçamento de defesa, que hoje dispõe de apenas uma fração do necessário para projetos estratégicos.
A análise técnica entregue a Lula reforça que, embora o presidente brasileiro mantenha uma postura diplomática e menos confrontacional que a de Maduro — que "esticou a corda" até o limite —, a vulnerabilidade física da América do Sul é um fato. O Brasil, por suas dimensões e riquezas, estaria ainda mais exposto. O sequestro em Caracas serviu como o argumento definitivo para que o governo considere elevar os gastos militares a patamares nunca vistos, visando a modernização de aeronaves e sistemas de monitoramento aéreo.
Curiosamente, o choque estratégico ocorre em um momento de aproximação diplomática entre Lula e Donald Trump, com reunião marcada para março na Casa Branca. No entanto, o realismo político fala mais alto no Planalto: a amizade entre chefes de Estado não substitui a necessidade de uma defesa nacional robusta. A ordem de Lula é clara: o Brasil não pode ser pego de surpresa e precisa acelerar sua autonomia militar para garantir que a soberania nacional não dependa apenas da boa vontade de outras nações.
Enquanto a Venezuela mergulha em um novo capítulo de incertezas sob intervenção externa, o governo brasileiro tenta transformar a crise em oportunidade para reequipar as Forças Armadas. A expectativa é que os projetos de lei para o novo financiamento da defesa ganhem tração no Congresso ainda este semestre, impulsionados pelo receio de que o episódio venezuelano crie um precedente perigoso para toda a região. A prioridade agora é fechar as brechas aéreas e garantir que o "fator surpresa" de potências estrangeiras encontre resistência em solo brasileiro.
Com informações da Folha de SP
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