213 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A rede de proteção em torno de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, começou a esfarelar. Em uma manobra para evitar novas "desculpas" de saúde, a CPMI do INSS antecipou o depoimento do empresário para a próxima segunda-feira (23). O colegiado, liderado pelo senador Carlos Viana e pelo deputado Duarte Júnior, está focado em abrir a caixa-preta dos empréstimos consignados irregulares, um esquema que sangrou as contas de aposentados e pensionistas enquanto o bolsonarismo e seus aliados no sistema financeiro fechavam os olhos para a fiscalização.
O depoimento é considerado um dos marcos mais importantes da comissão, pois Vorcaro terá que explicar como financeiras e fintechs ligadas ao seu grupo operaram descontos indevidos de proporções gigantescas. A antecipação foi uma resposta direta às tentativas anteriores de adiamento, sinalizando que o Congresso não tolerará mais táticas protelatórias de quem enriqueceu às custas da Previdência Social. O "Brasil quer respostas", como bem pontuou a presidência da CPMI, e a verdade sobre esse rombo bilionário está prestes a aparecer.
A investigação ganha contornos de escândalo institucional ao envolver nomes de peso do Judiciário e da política tradicional. Mensagens encontradas no celular de Vorcaro revelaram menções a tratativas financeiras com o ministro Dias Toffoli, que acabou deixando a relatoria do caso no STF após as revelações de possíveis vínculos em empreendimentos do grupo. Toffoli, que antes mantinha o inquérito sob sigilo absoluto e limitava o trabalho da Polícia Federal, agora vê o caso sob a relatoria de André Mendonça, enquanto o cerco político aperta através da CAE do Senado, presidida por Renan Calheiros.
Além do ataque aos aposentados, a conduta de Vorcaro expõe as entranhas do governo do Distrito Federal. O empresário confirmou encontros com o governador Ibaneis Rocha, um bolsonarista de raiz, para tratar da venda do Banco Master ao BRB — uma transação que, se concretizada, transferiria um rombo multibilionário para os cofres públicos. A tentativa de salvar um banco sem liquidez com dinheiro do povo é a marca registrada de um setor que se acostumou a privatizar lucros e socializar prejuízos durante os anos de desmonte do Estado.
A pressão sobre Vorcaro é total. Além da CPMI, ele terá que enfrentar a CAE na terça-feira (24) e responder sobre as fraudes financeiras que levaram à liquidação do banco pelo Banco Central. Enquanto o empresário tenta "restabelecer sua verdade" alegando que a instituição não deveria ter sido fechada, as provas colhidas pela PF indicam um esquema sofisticado de desvio de finalidade e enriquecimento ilícito. O depoimento em Brasília será o primeiro passo para responsabilizar quem operou irregularidades contra o bolso dos mais vulneráveis.
O momento é de vigilância máxima. Com a possibilidade de criação de uma CPMI exclusiva para o Banco Master, a base aliada do governo e parlamentares progressistas trabalham para garantir que a investigação não seja abafada pelo Centrão. O povo brasileiro, especialmente os idosos que foram vítimas desse esquema predatório, exige punição exemplar. A era da impunidade para banqueiros que usam conexões políticas para saquear a Previdência está com os dias contados.
Leia o comunicado oficial da CPMI:
COMUNICADO OFICIAL – CPMI DO INSS
— Carlos Viana (@carlosaviana) February 18, 2026
O nosso compromisso é com o Brasil.
É com as viúvas, órfãos e aposentados do nosso país que foram lesados justamente por quem mais deveria defendê-los.
A Presidência da CPMI do INSS informa que o depoimento de Daniel Vorcaro, proprietário do…