Esposa de Ramagem chama dever de trabalhar presencialmente de "perseguição política"

Portal Plantão Brasil
19/2/2026 17:13

Esposa de Ramagem chama dever de trabalhar presencialmente de "perseguição política"

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A casta ligada ao bolsonarismo parece não aceitar o fim dos privilégios e o retorno à realidade do serviço público. A procuradora Rebeca Ramagem, servidora da PGE de Roraima e esposa do ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, utilizou suas redes sociais para classificar como “perseguição política” a ordem para retomar o trabalho presencial. Morando confortavelmente em Miami, nos Estados Unidos, com a família, a servidora atacou o procurador-geral Tyrone Mourão, acusando-o de tomar uma medida “desproporcional e arbitrária” ao suspender o teletrabalho que ela usufruía.

A defesa de Rebeca ignora as necessidades administrativas do estado de Roraima e foca em uma suposta modernidade digital para justificar sua permanência no exterior. Segundo ela, como os sistemas judiciais são online, não haveria justificativa para a presença física. No entanto, o que a procuradora chama de "natureza remota" é visto por muitos como uma forma de manter um salário bruto nababesco de R$ 46 mil mensais — pago pelo povo roraimense — sem sequer pisar em solo brasileiro.

A situação de Rebeca Ramagem é cercada de polêmicas que vão além da escala de trabalho. A servidora está afastada de suas funções há mais de três meses; ela iniciou férias em novembro, viajou para os Estados Unidos e, em seguida, emendou um atestado para licença médica aceito em dezembro. Essa sequência de afastamentos, somada à residência fixa em outro país, levanta sérios questionamentos sobre o compromisso com a função pública que exerce. Vale lembrar que seu salário foi suspenso por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, no âmbito das investigações que cercam seu núcleo familiar.

O contexto político da família Ramagem também é marcado por acertos de contas com a justiça. Enquanto Rebeca reclama da "arbitrariedade" de ter que trabalhar no escritório, seu marido, Alexandre Ramagem, enfrenta as consequências de seus atos contra a democracia brasileira: foi condenado a 16 anos de prisão, teve o mandato cassado pela Câmara e a prisão decretada. A narrativa de "perseguição" utilizada pela procuradora parece ser a última cartada de um grupo que viu o poder e as facilidades institucionais desmoronarem diante da lei.

A alegação de que "um terço dos procuradores" atua remotamente não sustenta a manutenção de um benefício que permite a um servidor viver em outro continente enquanto o estado que o remunera enfrenta desafios administrativos imensos. A tentativa de Rebeca de transformar uma regra básica de gestão de pessoal em um ato de perseguição política é uma tática comum entre aqueles que se sentem donos da máquina pública e se recusam a prestar contas à sociedade que financia seus altos rendimentos.

Até o momento, a Procuradoria-Geral do Estado de Roraima não se manifestou sobre as ofensas proferidas pela servidora. O caso de Rebeca Ramagem torna-se um símbolo da resistência de setores privilegiados que, durante anos, operaram sob a sombra da impunidade e do descaso com o dinheiro público, e que agora reagem com ataques quando obrigados a seguir os mesmos deveres de qualquer trabalhador brasileiro.

Com informações do DCM

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