Sem propostas, clã Bolsonaro tenta requentar tática da facada para salvar Flávio

Portal Plantão Brasil
19/2/2026 19:08

Sem propostas, clã Bolsonaro tenta requentar tática da facada para salvar Flávio

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Diz o ditado popular que o lobo perde o pelo, mas não perde o vício, e no ecossistema político da família Bolsonaro, essa máxima é seguida à risca. Com o patriarca Jair Bolsonaro devidamente atrás das grades e o clã isolado, a estratégia para 2026 revela-se uma reprise barata de um filme que o Brasil já conhece. Eduardo Bolsonaro, o "filho 03" que hoje despacha dos EUA sem mandato enquanto o cerco judicial se aperta, resolveu tirar a poeira do roteiro de 2018 para tentar salvar a relevância da família através do medo e da desinformação.

Sem qualquer solução real para os problemas do país, Eduardo recorreu ao X (antigo Twitter) para requentar o discurso do “atentado iminente”. Desta vez, ele escalou o irmão, o senador Flávio Bolsonaro, para o papel de vítima da vez. O esforço nostálgico tenta reeditar o fenômeno da facada, que em 2018 serviu como o combustível perfeito para blindar um candidato de retórica escatológica, permitindo que ele fugisse de debates e cultivasse uma aura messiânica que enganou milhões de brasileiros.

A ansiedade de Eduardo é transparente ao tentar costurar uma narrativa com nomes internacionais para dar verniz de seriedade ao seu desespero. Em sua postagem, ele listou episódios ocorridos em décadas e contextos completamente diferentes, como os casos de Donald Trump e Álvaro Uribe, para sugerir uma perseguição global coordenada contra a direita. É a tática de anunciar a própria tragédia sem qualquer indício real, apenas para manter a militância em estado de alerta e o sobrenome em evidência nas redes sociais.

Para quem observa de fora, o movimento é um sinal claro de fraqueza. Entre o pavor de ver o pai preso e a necessidade de viabilizar a candidatura de Flávio ao governo ou à presidência, o bolsonarismo volta a apostar na única fórmula que conhece: o vitimismo. Contudo, repetir o mesmo truque de mágica para a mesma plateia raramente funciona. O Brasil de 2026 não é o mesmo de 2018, e as instituições estão muito mais atentas às manobras que visam desestabilizar a democracia através do pânico artificial.

A manobra de Eduardo Bolsonaro ignora as particularidades criminais que cercam sua família e tenta focar no que realmente importa para eles: a sobrevivência política a qualquer custo. O uso estratégico de redes sociais para plantar sementes de conspiração é a marca registrada de um grupo que sobrevive do caos. O país, no entanto, parece exausto dessa política de espetáculo que não entrega nada além de discórdia e ataques às instituições que garantem a ordem constitucional.

Veja:



Resta saber se o eleitorado ainda tem estômago para essa reprise cansativa. Como diz o ditado moderno, "o golpe tá aí, cai quem quer". Diante de uma gestão federal que foca no emprego e na reconstrução, o discurso do medo fabricado pela família Bolsonaro soa apenas como o grito de quem vê o poder escapar definitivamente pelas mãos. A justiça segue seu curso, e não será um post no X que apagará os crimes e o autoritarismo que marcaram o período mais sombrio da nossa história recente.

Com informações da Fórum

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