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O Brasil, ao encerrar 2023, apresenta um avanço significativo no cenário econômico global, conforme aponta o estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI). O país ascendeu duas posições no ranking das maiores economias do mundo, alcançando a 9ª colocação. Este crescimento, de 3,1% no ano, permitiu ao Brasil ultrapassar o PIB do Canadá por uma margem estreita, com um PIB nominal estimado em US$ 2,13 trilhões, contra US$ 2,12 trilhões do Canadá. Em 2022, último ano do governo Bolsonaro, o Brasil ocupava a 11ª posição. Este avanço é particularmente notável considerando o contexto político e econômico recente do país.
A ascensão do Brasil no ranking é um marco, especialmente ao lembrarmos do golpe de Estado em 2016, que teve entre seus objetivos frear o desenvolvimento econômico nacional. Os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, resultantes desse golpe, atuaram contra o crescimento econômico, levando o país a retrocessos em diversos aspectos, mas principalmente no âmbito econômico. A diferença do PIB brasileiro em relação aos primeiros colocados no ranking global é expressiva, e para melhorar a vida da população, é essencial que o Brasil produza mais riqueza e promova uma distribuição de renda mais justa.
O crescimento nos países subdesenvolvidos, como o Brasil, não é apenas um desafio técnico, mas também uma questão de disputa política. A experiência da Argentina sob o governo de Javier Milei serve como um alerta para a região, pois representa um laboratório de um novo paradigma de ajuste ultra neoliberal na América Latina. Se o projeto de Milei for implementado, poderá marcar uma nova fase de reformas neoliberais na região.
Para expandir a produção de riqueza, o Brasil deve focar na indústria ou na "reindustrialização". A comparação da produção industrial brasileira com a dos países desenvolvidos é crucial para entender o perfil da indústria nacional e a inserção do Brasil na economia global. Nos Estados Unidos, por exemplo, cerca de 24% do PIB advém do setor industrial, que emprega aproximadamente 20% da força de trabalho e apresenta grande diversificação industrial.
Por fim, é importante destacar que enquanto o Brasil se concentra em produtos de baixo valor agregado, os EUA produzem itens de alto valor agregado, como veículos, eletroeletrônicos, aviões, produtos químicos, alimentos processados, entre outros. A diferença na pauta de produção industrial entre Brasil e EUA é um reflexo claro das políticas de desenvolvimento adotadas por cada país.

Com informações do Brasil 247
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