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Javier Milei, conhecido por suas posições extremistas, anunciou a renúncia da Argentina aos Brics, um bloco econômico que inclui Brasil, China, Rússia, Índia e África do Sul, e que recentemente expandiu com a adesão de outros países. Esta decisão, tomada pouco antes da entrada oficial da Argentina no bloco, foi comunicada em uma carta enviada aos líderes dos países membros, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A renúncia de Milei, segundo o site Infobae, baseia-se em uma ideologia de alinhamento com os Estados Unidos. Durante sua campanha, Milei criticou o bloco, recusando-se a cooperar com "comunistas", referindo-se especificamente a Xi Jinping e Lula. Esta postura representa um retrocesso significativo na diplomacia argentina e um afastamento dos esforços de integração regional e global.
A chanceler Diana Mondino, encarregada de enviar a carta, teve o cuidado de redigi-la de forma a minimizar danos às relações bilaterais com os membros do Brics. A decisão de Milei ocorre em um momento em que o bloco, com seus novos membros, está prestes a superar o PIB dos países do G7, conforme anunciado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Lavrov.
Veja a carta:

Os países fundadores do Brics, juntos, têm um PIB de US$ 24,7 trilhões, com a China e a Índia ocupando posições de destaque na economia global. A decisão de Milei contrasta fortemente com a diplomacia de seu antecessor, Alberto Fernandez, que havia fechado o acordo para a entrada da Argentina no bloco.
Fernandez, por sua vez, foi elogiado por Lula em seu discurso saudando os novos membros do Brics. Lula destacou a importância de Fernandez como um "grande amigo do Brasil e do mundo em desenvolvimento". Com os novos integrantes, o bloco agora representa 36% do PIB mundial e 46% da população global, reforçando sua influência econômica e política.
A atitude de Milei, ao se opor à entrada da Argentina no Brics, reflete uma visão limitada e contraproducente, que ignora as oportunidades de crescimento e cooperação oferecidas pelo bloco. Este movimento é um claro retrocesso para a Argentina e um desafio à visão progressista e integradora de líderes como Lula.
Com informações do DCM
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