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O padre Júlio Lancellotti, conhecido por seu trabalho humanitário com a população de rua em São Paulo, enfrenta agora um desafio político: uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) proposta pelo vereador bolsonarista Rubinho Nunes (União Brasil), ex-MBL. A CPI, que visa investigar a atuação do padre na região da cracolândia e suas relações com entidades assistenciais, é vista por muitos como uma tentativa de criminalizar a solidariedade e o trabalho social.
Padre Júlio, em resposta às acusações, negou veementemente ter qualquer convênio com a Prefeitura de São Paulo, esclarecendo que sua atuação é independente e focada no auxílio aos mais necessitados. A CPI tem como alvos o Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto (Bompar) e o coletivo Craco Resiste, ambos envolvidos em ações comunitárias para a população de rua e dependentes químicos.
A iniciativa de Nunes, que conseguiu as assinaturas necessárias para a criação da CPI, é vista por críticos como uma manobra política para desviar a atenção dos reais problemas sociais e atacar figuras que representam a resistência e a compaixão em um contexto de crescente desigualdade e negligência com os mais vulneráveis.
Em sua defesa, Padre Júlio afirmou que a Pastoral de Rua, da qual faz parte, é uma ação pastoral da Arquidiocese de São Paulo e não está vinculada a atividades que seriam objeto de investigação pela CPI. Ele reiterou seu compromisso com os princípios da Igreja e com o apoio aos mais necessitados, independentemente de pressões políticas.
A situação levanta preocupações sobre o uso de instrumentos legislativos para fins políticos e a tentativa de silenciar vozes críticas ao status quo. A defesa do padre Júlio Lancellotti e seu trabalho exemplar na comunidade reforçam a importância da solidariedade e da luta contra a injustiça social em tempos de adversidade.
Leia a nota divulgada pelo Padre Lancellotti:
"A instalação de CPIs é uma prerrogativa do poder legislativo, sendo legítimas em suas atribuições. As CPIs devem ter um objetivo delimitado em sua criação, sendo que neste caso, pelo que se tem notícias, o abjeto que trouxe base para criação desta CPI seria a investigação/fiscalização das “Organizações Não Governamentais (ONGS) que fornecem alimentos, utensílios para uso de substâncias ilícitas e tratamento aos grupos de usuários que frequentam a Cracolândia”, ou seja, seria a fiscalização do cumprimento de convênios estabelecidos entre o Poder Público e as organizações conveniadas.
Esclareço que não pertenço a nenhuma Organização da Sociedade Civil ou Organização Não Governamental que utilize de convênio com o Poder Público Municipal. A atividade da Pastoral de Rua é uma ação pastoral da Arquidiocese de São Paulo, que por sua vez, não se encontra vinculada de nenhuma forma, as atividades que constituem o objetivo do requerimento aprovado para criação da CPI em questão.
Fraternamente, Padre Júlio Lancellotti.
Com informações do DCM
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