Ato nacional das centrais sindicais pede menos juros e mais empregos durante reunião do Copom

Portal Plantão Brasil
30/7/2024 17:24

Ato nacional das centrais sindicais pede menos juros e mais empregos durante reunião do Copom

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) inicia nesta terça-feira (30) sua quinta reunião do ano para debater a taxa básica de juros da economia nacional, a Selic. No mesmo dia, centrais sindicais realizarão uma série de atos em 11 capitais, reivindicando que o órgão reduza a taxa.

A redução da Selic também é defendida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Quando Lula voltou à Presidência, em janeiro de 2023, a taxa estava em 13,75% ao ano. Desde então, ela vem caindo gradualmente, atingindo 10,5% ao ano em maio.

Em sua última reunião, em junho, o Copom decidiu manter a Selic nesse patamar, justificando a decisão com os riscos de alta da inflação e de descontrole dos gastos públicos. Desde então, o governo anunciou um corte de R$ 15 bilhões no Orçamento para cumprir as metas fiscais de 2024, reafirmando seu compromisso com as contas públicas. No entanto, a inflação manteve tendência de alta, aproximando-se do teto da meta estabelecida.

Diante desse cenário, economistas de bancos já preveem que a Selic se mantenha em 10,5% ao ano até o final do ano, conforme registrado no Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (29) pelo BC. As centrais sindicais, contudo, defendem cortes na Selic, argumentando que isso é necessário para gerar empregos no país. Os atos desta terça-feira ocorrerão sob o lema "Menos Juros, Mais Empregos".

Os atos são organizados pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Nova Central (NCST), Intersindical e Pública.

A Selic é a taxa de referência para a economia nacional e o principal instrumento do BC para controlar a inflação. Quando a Selic sobe, empréstimos e financiamentos ficam mais caros, desincentivando compras e investimentos e contendo a inflação. No entanto, o crescimento econômico tende a ser prejudicado. Quando a Selic cai, os juros cobrados de consumidores e empresas ficam menores, incentivando compras e investimentos, estimulando a economia e criando empregos. Porém, os preços tendem a aumentar devido à maior demanda.

Atos programados:

-Brasília: Faixaço e panfletagem a partir das 7h, no Eixo L Sul, em frente ao BC. Às 16h, panfletagem na Plataforma Superior, próximo ao semáforo do Conjunto Nacional.
-São Paulo: 10h, em frente ao BC, na Avenida Paulista nº 1804.
-Rio de Janeiro: 11h às 13h, no Largo da Carioca.
-Curitiba: 9h, na Praça Santos Andrade.
-Fortaleza: 10h, em frente ao BC.
-Porto Alegre: 10h, em frente ao BC, na Rua Sete de Setembro, nº 586.
-Belém: 10h, em frente ao BC, na Avenida Presidente Vargas, Centro.
-João Pessoa: Na agência da Caixa na Lagoa, Rua Miguel Couto, nº 221.
-Recife: 9h, em frente à Caixa Econômica na Avenida Guararapes, Centro.
-Salvador: 9h, em frente ao Banco Bradesco, no Shopping Lapa.
-Teresina: 8h, na Praça São Pedro, Poty Velho.

Com informações do Brasil de Fato

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