Polícia Civil prende advogada argentina por injúria racial contra garçom

Portal Plantão Brasil
6/2/2026 18:44

Polícia Civil prende advogada argentina por injúria racial contra garçom

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro cumpriu, nesta sexta-feira (6), o mandado de prisão preventiva contra a advogada argentina Agostina Páez, de 29 anos, acusada de injúria racial. O crime ocorreu em um bar no bairro de Ipanema, área nobre da zona sul carioca, onde a estrangeira proferiu ofensas contra funcionários do estabelecimento. A prisão foi decretada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) após o Ministério Público apresentar denúncia robusta, baseada em depoimentos e provas em vídeo que confirmam a conduta discriminatória da advogada.

O episódio de racismo aconteceu no dia 14 de janeiro, após uma divergência sobre o valor da conta. Enquanto o gerente do bar tentava resolver a situação consultando as câmeras de segurança, Agostina iniciou uma série de ataques contra um dos funcionários. Imagens do circuito interno capturaram o momento em que a argentina imitou gestos e sons de macaco, além de utilizar repetidamente a palavra "mono" (macaco, em espanhol), termo historicamente usado para desumanizar pessoas negras.

A defesa da argentina tentou emplacar a tese de que os gestos seriam apenas "brincadeiras entre amigas", mas o argumento foi prontamente rejeitado pelas autoridades. O Ministério Público destacou que uma das acompanhantes de Agostina tentou contê-la durante os ataques, o que prova que até mesmo o círculo social da acusada tinha plena consciência da gravidade e da reprovabilidade do ato. Para os promotores, a conduta foi deliberada e carregada de preconceito, não deixando margem para interpretações de "piada".

Agostina foi localizada em Vargem Pequena, na zona oeste, e encaminhada para a 11ª DP (Rocinha), onde os procedimentos legais foram formalizados. A decisão da justiça brasileira de manter a argentina presa preventivamente reforça o compromisso do país em não tolerar o racismo recreativo, especialmente vindo de turistas ou residentes estrangeiros que acreditam estar acima da lei. O caso gerou forte indignação entre movimentos de direitos humanos e reforça a necessidade de punição severa para crimes de ódio.

A prisão de Agostina Páez serve como um lembrete necessário de que o racismo é crime inafiançável e imprescritível no Brasil. Enquanto setores da extrema-direita tentam relativizar esse tipo de violência, as instituições seguem aplicando o rigor da lei para proteger a dignidade dos trabalhadores brasileiros. A advogada agora aguarda o desenrolar do processo judicial sob custódia, podendo enfrentar uma pena de reclusão que simboliza a luta contra a discriminação racial no país.

Assista ao vídeo:

Com informações do DCM

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