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A tentativa de fuga da justiça brasileira terminou em prisão para a cozinheira bolsonarista Raquel de Souza Lopes, de 54 anos. Condenada a 17 anos de prisão pelos ataques terroristas de 8 de janeiro de 2023, Raquel foi deportada dos Estados Unidos e detida pela Polícia Federal ao desembarcar no aeroporto de Confins, em Belo Horizonte. Ela é a terceira integrante do grupo de foragidos que tentou se esconder em território norte-americano e acabou devolvida ao Brasil, provando que a cooperação internacional contra crimes antidemocráticos continua operando com rigor.
Raquel havia sido condenada em 2023 por crimes gravíssimos, incluindo tentativa de golpe de Estado, associação criminosa armada e dano ao patrimônio público tombado. Em março de 2024, demonstrando total desrespeito à lei, ela rompeu a tornozeleira eletrônica enquanto cumpria prisão domiciliar em Joinville (SC) e iniciou uma fuga desesperada. Ao lado de outros militantes da extrema direita, buscou refúgio inicialmente na Argentina, mas a ofensiva contra foragidos naquele país a obrigou a traçar uma rota perigosa pela América Latina.
A trajetória da condenada incluiu passagens ilegais pelo Peru, Colômbia e México, até conseguir cruzar a fronteira com o Texas em janeiro de 2025. No entanto, o plano de viver impunemente nos Estados Unidos fracassou quando foi detida pela imigração norte-americana (ICE). Apesar das tentativas de sua defesa em usar recursos judiciais para evitar a extradição, a justiça dos EUA negou todos os pedidos de asilo, mantendo a ordem de deportação por considerar que Raquel não possuía justificativas legais para permanecer no país após ter atentado contra a democracia em sua terra natal.
Após passar mais de um ano em um centro de detenção no Texas, a bolsonarista foi incluída em um voo de deportados. Ao pisar novamente em solo brasileiro, foi imediatamente cercada por agentes da Polícia Federal. Agora, Raquel Lopes deixa de ser uma fugitiva para se tornar uma detenta do sistema penitenciário nacional, onde deverá cumprir a pena de quase duas décadas imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A PF deve transferi-la para uma penitenciária estadual antes de comunicar oficialmente o relator do caso na Suprema Corte.
O caso de Raquel serve de alerta para outros fugitivos do 8 de janeiro que ainda tentam se esconder no exterior. Figuras como Aletheia Verusca Soares e Apolo Carvalho continuam sendo monitoradas pela Interpol em países como México e Espanha. A deportação de Raquel Lopes reforça que, independentemente da distância ou das manobras políticas, os ataques às instituições democráticas brasileiras não serão esquecidos e os responsáveis enfrentarão as consequências de seus atos perante a lei.
Com informações do DCM
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