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A proposta bolsonarista de modificar a Lei da Ficha Limpa para reduzir o período de inelegibilidade de oito para dois anos foi classificada por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) como uma manobra para viabilizar a candidatura de Jair Bolsonaro (PL) em 2026. A estratégia busca alterar o início da contagem do prazo de inelegibilidade, permitindo que o ex-presidente, atualmente impedido de disputar eleições até 2030, tente voltar à cena eleitoral.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já indicou disposição para discutir a mudança, argumentando que o período de inelegibilidade atual seria "muito longo". Entretanto, ministros do STF avaliam que qualquer tentativa de flexibilizar a regra será contestada na Justiça e fatalmente chegará à Corte.
Enquanto isso, a investigação sobre a tentativa de golpe de Estado para manter Bolsonaro no poder segue avançando. No STF, a avaliação majoritária é de que há evidências suficientes para responsabilizá-lo, e a expectativa é que o julgamento do ex-presidente ocorra até o fim deste ano. A Procuradoria-Geral da República (PGR) trabalha com denúncias fatiadas e juízes auxiliares para acelerar o processo.
Mesmo diante do risco real de condenação e possível prisão, Bolsonaro e seus aliados já articulam uma mobilização popular para pressionar as instituições caso o ex-presidente seja detido. A estratégia do bolsonarismo parece ser prolongar ao máximo a viabilidade da candidatura, mantendo a disputa aberta na direita.
O STF, no entanto, segue atento a essas tentativas de driblar a legislação eleitoral e reforça que as instituições democráticas não serão reféns de manobras para beneficiar um político inelegível e investigado por golpismo.
Com informações do Brasil247
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