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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quinta-feira (6) o pedido de liberdade do tenente-coronel Rafael Martins de Oliveira, um dos militares das forças especiais do Exército, conhecidos como “kids pretos”, investigado por envolvimento em um plano para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin.
Oliveira foi preso em novembro de 2024 durante a operação Tempus Veritatis, que revelou um esquema golpista articulado por militares e civis visando impedir a posse de Lula e manter Jair Bolsonaro no poder após a derrota nas eleições de 2022. Segundo a Polícia Federal, o tenente-coronel teria viabilizado uma linha telefônica para ser utilizada na execução do crime e prestado orientação estratégica para o atentado ser bem-sucedido.
A defesa do militar alegou não haver provas concretas que justifiquem a prisão preventiva e pediu a substituição por outras medidas cautelares. No entanto, Moraes rejeitou os argumentos e manteve a detenção de Oliveira, que segue preso em uma unidade do Exército em Niterói (RJ).
Além de Oliveira, outros integrantes das forças especiais foram presos por participação no esquema, incluindo o tenente-coronel Hélio Ferreira Lima, que também teve a prisão mantida por Moraes nesta semana, com autorização para transferência para Manaus.
O inquérito da Polícia Federal revelou que o assassinato de Lula, Alckmin e do próprio Moraes fazia parte de um plano maior para criar um cenário de caos e legitimar uma intervenção militar no Brasil. A investigação também resultou no indiciamento de Jair Bolsonaro e outras 36 pessoas por participação na tentativa de golpe.
Com informações da Agência Brasil
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