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O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), respondeu com firmeza às declarações do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), que minimizou os atos terroristas de 8 de janeiro ao afirmar que não os enxerga como uma tentativa de golpe. Para Lindbergh, a invasão das sedes dos Três Poderes foi um ato golpista articulado pela extrema-direita bolsonarista e está diretamente ligada à conspiração fracassada de Jair Bolsonaro para derrubar o presidente Lula.
"Não foi um ato isolado; fez parte de uma série de ações golpistas articuladas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e seu entorno, incluindo militares de alta patente. As investigações da Polícia Federal comprovam que o 8/1 foi planejado e organizado", afirmou o petista.
Lindbergh também criticou a tentativa de revisionismo da extrema-direita, que busca reescrever os eventos de 8 de janeiro para livrar Bolsonaro e seus cúmplices de responsabilidades. Segundo ele, a destruição dos prédios públicos não foi mero vandalismo, mas parte de um plano articulado para derrubar um governo democraticamente eleito.
"Os terroristas que atacaram Brasília não estavam em um passeio turístico. Eles tinham um objetivo: impedir Lula de governar. O 8 de janeiro integra a trama golpista do neofascista Jair Bolsonaro e sua organização criminosa", denunciou.
As declarações vêm em um momento em que aliados do ex-presidente pressionam o Congresso por uma anistia aos golpistas, proposta que enfrenta forte resistência da sociedade e que não deve sobreviver ao crivo do Supremo Tribunal Federal. Para Lindbergh, as instituições brasileiras devem agir com firmeza para garantir que os responsáveis paguem por seus crimes e impedir que o país volte a ser ameaçado por extremistas.
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— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) February 7, 2025
O 8 DE JANEIRO FOI PARTE DA TENTATIVA DE GOLPE CONTRA A DEMOCRACIA! pic.twitter.com/JWgZWJmCY0