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A delação de Mauro Cid revelou mais um movimento desesperado dos aliados de Jair Bolsonaro (PL) para tentar controlar os danos das investigações contra o ex-presidente. Segundo depoimento prestado à Polícia Federal (PF), Fabio Wajngarten, assessor e advogado de Bolsonaro, e o ex-ministro Braga Netto buscaram informações sobre o conteúdo da delação premiada do ex-ajudante de ordens.
De acordo com Cid, Wajngarten tentou contato com sua esposa e com seu pai, o general Mauro Cesar Lourena Cid, para descobrir detalhes do acordo. O objetivo era entender até que ponto Bolsonaro estava comprometido nas investigações. Wajngarten, que foi chefe da Secom e atuou na campanha bolsonarista de 2022, negou a acusação, mas a PF considera sua atuação suspeita.
Braga Netto, ex-ministro da Defesa e ex-candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro, também teria procurado o pai de Cid para saber se a delação incluía informações que poderiam incriminá-lo. O depoimento de Cid foi um dos fatores que levaram à prisão de Braga Netto em dezembro, apontado como um dos militares que participaram da conspiração golpista.
Os relatos indicam que aliados de Bolsonaro estavam monitorando a delação e tentando se antecipar ao vazamento das informações. A pressão sobre Mauro Cid e sua família mostra o desespero do grupo bolsonarista diante das revelações que desmontam a farsa do ex-presidente e expõem sua tentativa de golpe.
Há anos não falo com Cid, nem com seu pai, muito menos com sua esposa.
— Fabio Wajngarten (@fabiowoficial) February 19, 2025
A mídia toda sabe muito bem quem fala com quem e quem não fala.
A Veja sabe quem grava quem e principalmente quem não grava.
Compromissado com os demais integrantes da defesa, NUNCA fiz movimentos para… pic.twitter.com/VPd4EElA7r