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O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou o pedido de impedimento apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro (PL) e afirmou que não há qualquer motivo para ser afastado do julgamento da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a tentativa de golpe de Estado articulada pelo ex-mandatário.
Zanin ressaltou que nunca teve qualquer envolvimento pessoal com Bolsonaro que justificasse o pedido e negou qualquer "sentimento negativo" contra o ex-presidente. O ministro mencionou um único encontro casual entre os dois, no ano passado, durante uma espera de voo no aeroporto de Brasília, onde tiveram uma "conversa republicana e civilizada".
A defesa de Bolsonaro tenta barrar a participação de Zanin e do ministro Flávio Dino, ambos membros da Primeira Turma do STF, que julgará a denúncia da PGR. O advogado de Bolsonaro, Celso Vilardi, alegou que os ministros não poderiam atuar no caso por suposta parcialidade, citando que Zanin, quando advogado do presidente Lula, atuou em ação envolvendo o ex-presidente golpista.
Zanin já havia se declarado impedido em um recurso de Bolsonaro contra sua condenação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2023, mas esclareceu que o contexto da atual investigação criminal é "distinto" e não há qualquer justificativa legal para que ele se afaste do julgamento.
O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do STF, é o responsável por analisar o pedido de impedimento. No entanto, a manifestação de Zanin reforça que Bolsonaro tenta, mais uma vez, se esquivar das consequências de seus atos por meio de manobras jurídicas sem fundamento.
Com informações do jornal O Globo
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