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A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), recém-eleita presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado, quer extinguir a Comissão de Defesa da Democracia (CDD), criada após os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A parlamentar apresentou um requerimento para substituir o colegiado por uma comissão voltada à defesa dos direitos de crianças e adolescentes. A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles.
A CDD foi criada visando debater e propor medidas para a proteção do regime democrático no Brasil. Em 2023, registrou cinco reuniões e, no ano seguinte, ampliou sua atuação, realizando 15 encontros e apresentando 41 projetos. Apesar disso, Damares argumenta que a comissão poderia ser melhor utilizada para pautas ligadas à infância, área na qual tem forte atuação política.
A proposta ainda precisa passar pela análise do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Caso avance, será encaminhada às comissões temáticas para deliberação. Enquanto isso, o futuro da CDD segue indefinido, com sua primeira reunião de 2025 adiada sem previsão de nova data.
O movimento de Damares gera preocupação, pois a extinção da comissão pode enfraquecer iniciativas voltadas à proteção da democracia, justamente em um momento em que o país ainda enfrenta ameaças do bolsonarismo e de grupos golpistas.
Com informações do Metrópoles
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