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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, rejeitou nesta sexta-feira (28) os pedidos da defesa de Jair Bolsonaro e do general Braga Netto para afastar os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin do julgamento da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a tentativa de golpe de Estado.
A defesa de Bolsonaro alegava que Flávio Dino deveria ser impedido por ter apresentado uma queixa-crime contra o ex-presidente quando era ministro da Justiça. Já no caso de Zanin, os advogados apontaram que ele atuou na campanha de Lula e ingressou com ações contra a chapa bolsonarista em 2022. O impedimento de Moraes foi solicitado por Braga Netto, sob a alegação de que o ministro já teria tomado decisões que indicam parcialidade no caso.
Barroso negou as solicitações e manteve os três ministros na Primeira Turma do STF, responsável por julgar Bolsonaro e os demais envolvidos na trama golpista. O colegiado é composto por Moraes, Dino, Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux.
Caso a maioria dos ministros aceite a denúncia, Bolsonaro e os outros acusados se tornarão réus e responderão a uma ação penal no STF. O julgamento ainda não tem data definida, mas pode ocorrer ainda no primeiro semestre de 2025.
A decisão de Barroso representa mais uma derrota para Bolsonaro, que tenta a todo custo manobrar o processo judicial e evitar sua responsabilização pelos crimes contra a democracia. Com o julgamento avançando, cresce a pressão sobre o ex-presidente e seus aliados golpistas.
Com informações da Agência Brasil
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