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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quinta-feira (6) um novo pedido da defesa do ex-ministro da Defesa, Walter Braga Netto, para ampliar o prazo de resposta à denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a tentativa de golpe de Estado. Com isso, Braga Netto tem até sexta-feira (7), às 23h59, para apresentar sua defesa.
Os advogados do general alegaram que a manifestação do ex-ajudante de ordens Mauro Cid, que fechou acordo de delação premiada, trouxe novos elementos ao caso e, por isso, seria necessário mais tempo para preparar a resposta. A defesa solicitou o dobro do prazo estipulado originalmente – de 15 para 30 dias – e pediu que o novo período começasse a contar apenas após a manifestação de Cid.
No entanto, Moraes rejeitou o pedido e manteve o prazo original. Em sua decisão, o ministro reforçou que o agravo regimental não suspende a contagem do tempo para a apresentação da resposta e destacou que a defesa deve cumprir o prazo legal estabelecido pela Lei 8.038/90.
Braga Netto é um dos principais nomes investigados no inquérito sobre a tentativa de golpe arquitetada pelo governo Bolsonaro. Sua ligação direta com a cúpula militar e sua participação em reuniões estratégicas o colocam como peça-chave no esquema denunciado pela PGR.
A decisão de Moraes reforça que não haverá manobras jurídicas para atrasar o andamento do processo, sinalizando que a Justiça seguirá firme na responsabilização dos envolvidos no plano golpista.
Com informações do jornal O Globo
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