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O corregedor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Jorge Mussi, mandou hoje intimar operadoras telefônicas depois que o WhatsApp admitiu que houve disparos em massa de fake news nas eleições de 2018.
Elas deverão informar, em até três dias após receberem o ofício, quais eram as linhas telefônicas registradas em nome de quatro empresas suspeitas de fazerem envios de mensagem em massa a favor da campanha de Jair Bolsonaro (PSL)
O pedido deverá ser encaminhado a Vivo, Claro, TIM, Oi, Nextel, Algar, Sercomtel, MVNOMobile, Virtual Network Operator’s, Porto Seguro, Datora e Terapar, que precisarão listar as linhas em nome de:
Quick Mobile
Yacows
Croc Services
SMS Market Soluções Inteligentes
Também deverão ser informadas as linhas telefônicas em nome de donos de todas as empresas, com exceção da Quick Mobile.
A decisão do TSE não explica o motivo dessa diferenciação.
Em outro processo semelhante, de março, o dono da Quick Mobile, Peterson Rosa Quirino, também havia sido excluído da investigação sob a alegação de não ter sido localizado pelos oficiais de Justiça.
A decisão foi tomada em uma ação contra a campanha de Jair Bolsonaro (PSL) que estava prestes a ser julgada. Mas, agora, novas provas serão solicitadas e não há data para julgamento. O TSE veda o uso de ferramentas de automatização, como programas de disparo de mensagens em massa.
No último mês, análise de uma amostra de linhas telefônicas com robôs usados em disparos de fake news mostrou que 80% desses números continuavam ativos.
Fatos novos
Mussi disse que não poderiam ser ignorados os fatos novos. "Isso [a admissão de que houve disparos em massa] é um fato importantíssimo", disse ele ao UOL na noite de hoje. "Não adianta você, em nome da celeridade, não buscar a verdade real e a prova."
O corregedor quer saber os números ligados a essas quatro empresas no período entre o registro das chapas eleitorais, em 14 de agosto de 2018, e o segundo turno das eleições, realizado em 28 de outubro do mesmo ano.
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