1045 visitas - Fonte: Plantão Brasil/X
A brutalidade do governo israelense se fez presente mais uma vez. Uma escola gerida pela ONU em Gaza, que servia de refúgio a milhares de desabrigados, foi alvo de bombardeio neste sábado. O ataque ocorreu enquanto o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, discutia estratégias de pacificação na região.
Testemunhas palestinas descreveram a horrorosa cena em que Israel bombardeou a escola Al-Fakhoura em Jabalia. O saldo foi de pelo menos 15 mortos e dezenas de feridos, conforme reportado por Mohammad Abu Selmeah, do Ministério da Saúde de Gaza.
A agência Reuters captou imagens devastadoras do local: mobília destruída, pertences espalhados, marcas de sangue e o choro desolador dos sobreviventes.
A desesperança e o choque dominaram a cena. "Deus tomará minha vingança", clamou um menino entre lágrimas, enquanto um residente tentava consolar uma mulher em estado de choque.
Juliette Touma, da Agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNRWA), confirmou o ataque à escola. Há crianças entre as vítimas, mas o número exato ainda não foi confirmado pela UNRWA.
Uma sequência de bombardeios devastou o campo de refugiados de Jabalia, resultando em pelo menos 195 mortes, conforme autoridades palestinas.
Outro ataque israelense foi registrado na porta do Hospital Infantil Nasser, deixando duas mulheres mortas e vários feridos.
Os militares israelenses permanecem em silêncio sobre os incidentes. Enquanto isso, Israel reforça o cerco à Cidade de Gaza, alegando combater o Hamas.
O ataque israelense já resultou em mais de 9.488 mortes palestinas. Israel ordenou a evacuação do norte da Faixa de Gaza, mas continua o bombardeio, afirmando que militantes estão escondidos entre civis.
Muitos palestinos, temerosos, recusam-se a usar a estrada Salah a-Din, a principal via da Faixa de Gaza, apesar da permissão israelense para a evacuação durante três horas no sábado.
*Com informações da Reuters
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