995 visitas - Fonte: Plantão Brasil/X
Ahed Tamimi, ativista palestino de 22 anos e figura emblemática da resistência contra a ocupação israelense, foi presa nesta segunda-feira (6) em Nabi Saleh, sua cidade natal na Cisjordânia. As autoridades israelenses alegaram “incitação ao terrorismo” como motivo de detenção, baseando-se em uma postagem na rede social atribuída a Tamimi. No entanto, a sua mãe, Narimane Tamimi, refutou a acusação, afirmando que a filha não é autora da mensagem.
A prisão ocorreu durante uma operação no norte da Cisjordânia, envolvendo indivíduos suspeitos de atividades e incitação ao terrorismo. Uma porta-voz dos serviços de segurança israelenses incidentais com a AFP uma publicação atribuída a Tamimi, onde ela convocou efetivamente o “massacre” de israelenses.
Tamimi ganhou notoriedade internacional aos 13 anos, quando uma foto de seus soldados israelenses viralizou. Em 2017, aos 17 anos, foi detida por soldados de confronto em sua vila e passou oito meses na prisão de Sharon, em Israel. Sua liberação foi marcada pela declaração: "A resistência continua até que a ocupação termine".
O contexto do conflito árabe-israelense remonta à criação do Estado de Israel em 1948, sem a concordância de países árabes e com questões pendentes, como a criação de um Estado árabe na Palestina. Décadas de ocupação israelense em territórios palestinos e tentativas frustradas de acordos de paz culminaram em movimentos de resistência e conflitos contínuos.
Em outubro de 2023, o Hamas lançou uma grande operação, invadindo Israel e causando um número significativo de mortes e reféns. A resposta israelense tem sido intensa, com bombardeios e cortes de serviços básicos, ações que receberam críticas internacionais e foram significativas por alguns como "massacre" e "genocídio".
Com informações do Brasil de Fato
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