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Há um ano da tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023, um dos pontos mais revisitados é a proteção dada pelo Exército ao acampamento golpista frente ao seu quartel-general, mesmo após os ataques a prédios importantes do país.
Além de narrar esse episódio peculiar, é crucial questionar: quem exatamente o Exército estava protegendo ao evitar a intervenção da Polícia Militar no acampamento logo após os crimes na Praça dos Três Poderes?
Os militares tinham consciência das duras críticas que receberiam por essa ação, o que sugere que figuras importantes precisavam sair do local rapidamente. Quem seriam? Nos círculos do governo Lula, há suspeitas de envolvimento de militares ativos e da reserva, parentes de altos militares e indivíduos ligados a políticos bolsonaristas.
No desfecho, os detidos eram aqueles sem contatos, os que confiavam na impunidade, ou os que estavam alheios à realidade. No dia seguinte, 1200 pessoas foram presas.
O então comandante do Exército, general Júlio César de Arruda, informou ao interventor na Segurança Pública do Distrito Federal e ao ministro da Justiça Flávio Dino que nenhuma prisão ocorreria naquela noite. Treze dias depois, Lula nomeou Tomás Ribeiro Paiva para substituir Arruda.
Imagens mostrando soldados e veículos blindados apontados para a Polícia Militar, não para os golpistas, chocaram muitos, desafiando a crença de que a ditadura militar havia acabado em 1985.
Quem estava à frente dos blindados protegendo os golpistas? O general Gustavo Henrique Dutra de Menezes, exonerado do Comando Militar do Planalto, alertou a Lula sobre o risco de conflito se prisões fossem feitas naquela noite.
Por quê? Os golpistas estavam armados? Se sim, por que o Exército permitiu que uma multidão armada se reunisse em frente ao seu quartel-general? Ou a situação envolvia potencial morte de policiais por militares que protegiam os golpistas? Para evitar um confronto, optou-se pela remoção no dia seguinte, permitindo a fuga.
O ex-comandante da PM, Fabio Augusto Vieira, exonerado após a intervenção federal no DF, culpou o Exército pela não realização das prisões naquela noite. Já o governador Ibaneis Rocha, afastado temporariamente pelo STF, destacou a omissão do Exército diante do caos.
O ministro da Defesa, José Múcio, chegou a mencionar a Lula que um processo de desmobilização estava surtindo efeito, reduzindo o número de golpistas, embora o acampamento continuasse protegido pelos militares. Essa base foi usada para diversos atos criminosos.
Por que nossa força terrestre ajudou os golpistas a evitar prisões? Quem exatamente estava sendo protegido por essa ’mão amiga’ e ’braço forte’?"
Com informações do UOL
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