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O candidato da oposição venezuelana, Edmundo González, publicou um comunicado nesta segunda-feira (5) na plataforma X, pedindo que membros das Forças Armadas Nacionais se revoltem contra o governo do presidente Nicolás Maduro, que foi reeleito em 28 de julho. A declaração de González veio após o presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) reafirmar, na sexta-feira (2), que Maduro venceu com cerca de 52% dos votos, com quase 97% das urnas apuradas.
A nota de González apela à "consciência dos militares e policiais para que se coloquem ao lado do povo e de suas próprias famílias". A oposição, liderada por González e María Corina Machado, alega que González obteve 67% dos votos, enquanto Maduro teria conquistado apenas 30%.
O documento da oposição pede que as Forças Armadas Nacionais e os policiais desconsiderem ordens do governo de Maduro. Além disso, oferece garantias àqueles que cumprirem com o "dever constitucional", destacando que "não haverá impunidade".
A autoproclamação de González como presidente da Venezuela é simbólica, já que o reconhecimento oficial dos resultados eleitorais é competência do CNE. A situação política na Venezuela permanece tensa, com oposição e governo em desacordo sobre os resultados das eleições.
Venezolanos, ciudadanos militares y funcionarios policiales:
— Edmundo González (@EdmundoGU) August 5, 2024
Nuestro mensaje en esta hora decisiva para el futuro de la República. pic.twitter.com/Z7GWTH7rKM