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O Supremo Tribunal Federal manteve a condenação do ex-ministro Walter Braga Netto a 26 anos de prisão por sua atuação como um dos líderes da tentativa de golpe de Estado de 2022. Os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram pela rejeição dos recursos do general, confirmando a pena no julgamento que ocorre no plenário virtual da Primeira Turma do STF.
Em seu voto, Moraes destacou que a decisão anterior reconheceu "de maneira fundamentada a existência de uma organização criminosa que, desde o início de julho de 2021, iniciou uma sequência de atos executórios" para consumar o golpe. O ministro Flávio Dino acompanhou integralmente o relator, formando o placar de 2 a 0 pela manutenção da condenação.
Braga Netto foi condenado por cinco crimes graves: organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Investigações da Polícia Federal apontam que o ex-ministro participou ativamente de reuniões estratégicas e orientou militares a pressionarem colegas que se opunham ao plano golpista.
O general está preso preventivamente desde dezembro de 2024 e é considerado pelos investigadores como um dos principais financiadores e articuladores da trama que buscava romper a ordem democrática e apoiar os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A defesa tentou questionar a imparcialidade do processo e a validade da delação de Mauro Cid, mas os argumentos foram rejeitados pelos ministros.
Com informações do Brasil247
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