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A cidade de Rio Bonito do Iguaçu, no centro-oeste paranaense, tornou-se símbolo de resistência e solidariedade após ser arrasada por um tornado de ventos superiores a 250 km/h na sexta-feira (7). O balanço da tragédia não para de crescer: seis mortos, 773 feridos e milhares de desabrigados em um cenário de destruição absoluta que atingiu casas, comércios e prédios públicos. Enquanto a poeira ainda não baixou completamente, uma corrente humana de apoio se formou espontaneamente, unindo moradores, voluntários e autoridades em um esforço coletivo de reconstrução.
A secretária de Cultura Daiane Oliveira, visivelmente emocionada, relatou que a cidade perdeu todos os seus espaços públicos de acolhimento, incluindo o prédio da assistência social. "Graças a Deus o povo brasileiro é muito solidário", declarou, enquanto coordenava a distribuição de roupas, colchões e marmitas no Centro de Idosos - único local de grande porte que resistiu à fúria dos ventos. Movimentos sociais, empresas e municípios vizinhos não mediram esforços para enviar donativos, transformando o local em um ponto de esperança em meio aos escombros.
No plano institucional, a resposta foi igualmente imediata. O governador Ratinho Junior decretou estado de calamidade pública e liberou recursos emergenciais, enquanto a ministra Gleisi Hoffmann e o ministro da Saúde em exercício Adriano Massuda estiveram no local para coordenar as ações do governo federal. "A gente vai se integrar nessa força-tarefa de ajuda emergencial", afirmou Gleisi, destacando que Lula determinou todo apoio necessário à população afetada. Equipes da Defesa Civil e do Ministério da Saúde permanecem na região, garantindo atendimento médico e suporte aos desabrigados.
O prefeito Sezar Augusto Bovino explicou que as prioridades imediatas são o acolhimento das vítimas e o planejamento da recuperação, que promete ser longa. Com o decreto de calamidade, o governo federal abriu caminho para liberar saques do FGTS, suspender financiamentos habitacionais e agilizar benefícios sociais. Estudos preliminares para a reconstrução devem ficar prontos nos próximos dez dias, mas a secretária Daiane já antevê o desafio: "Não se reconstrói uma vida de 38 anos tão fácil". Enquanto as máquinas não chegam, a solidariedade segue sendo o principal alicerce para superar o trauma.
Com informações do Estado de S. Paulo
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