170 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A tentativa de ressuscitar os métodos da Lava Jato ganha contornos de escândalo com a participação direta da mídia liberal e de setores radicalizados do funcionalismo público. O jornal O Globo montou uma operação de guerra para deslegitimar as decisões do ministro Alexandre de Moraes, que investiga a gravíssima quebra de sigilo fiscal de ministros do STF e seus familiares. Utilizando o "truque do off", o jornal atribui críticas generalizadas a órgãos como a Receita Federal, quando, na verdade, as fontes não passam de militantes bolsonaristas infiltrados no Estado, empenhados em criar uma narrativa de "perseguição" para proteger criminosos.
As vísceras dessa cobertura viciada expõem personagens como Kleber Cabral, presidente da Unafisco e ex-candidato do Podemos, apadrinhado por Deltan Dallagnol. Cabral, que chegou a instalar outdoors de boas-vindas a Bolsonaro em 2019, é apresentado como uma autoridade "isenta" enquanto ataca o Supremo. Ao seu lado, surgem figuras como Ricardo Mansano de Moraes e o demitido Ricardo Feitosa, este último flagrado acessando dados de adversários do clã Bolsonaro. É essa "banda bolsonarista" da Receita que a grande mídia agora tenta transformar em heróis da moralidade republicana, ignorando seus vínculos profundos com a extrema-direita.
O relatório da Polícia Federal revela que o objetivo central dessa articulação é anular as investigações sobre as rachadinhas de Flávio Bolsonaro. Para isso, mobilizaram até a estrutura paralela da Abin, sob comando de Alexandre Ramagem, para "achar podres" de auditores fiscais honestos. O que vemos hoje é a reedição da aliança entre mídia e porões estatais: enquanto a Abin e a Receita agem nas sombras, O Globo e seus colunistas dão verniz de legitimidade aos ataques contra o STF, pintando o "03" como um articulador "paz e amor" enquanto ele tenta implodir as instituições.
A estratégia é idêntica à de 2018: desmoralizar a justiça para pavimentar o caminho de um novo projeto autoritário. A chamada "Lava Jato 2" já nasceu com o DNA do bolsonarismo, usando a mesma tática de vazamentos seletivos e manchetes encomendadas para desgastar o governo Lula e enfraquecer qualquer resistência no Judiciário. O perigo é real e imediato, pois a hidra da extrema-direita, que não foi totalmente desmantelada no início do governo, agora utiliza seus tentáculos na imprensa para tentar retomar o poder através do caos institucional.
A omissão de jornalistas experientes sobre o passado desses auditores não é erro, é método. Ao esconder que os críticos de Moraes são os mesmos que tentaram liberar ilegalmente as joias de Bolsonaro — como Julio Cesar Vieira Gomes —, a imprensa liberal trai o interesse público. Estão preparando o terreno para o "plano Flávio", tentando domesticar o fascismo mais uma vez sob o pretexto de combater um suposto "autoritarismo" do Supremo. É a repetição farsesca de uma tragédia que o Brasil já conhece muito bem.
Diante desse cenário, fica evidente o erro estratégico de não ter realizado uma limpeza profunda nos órgãos de inteligência e fiscalização desde o primeiro dia de governo. Quanto mais tempo esses agentes da desestabilização permanecem encastelados, mais força ganha a narrativa da Lava Jato 2. É preciso enfrentar essa articulação entre a mídia viciada e os porões do Estado antes que o monstro desperte totalmente e coloque em risco, novamente, a soberania popular e a democracia brasileira.
Com informações do GGN
Artigo original no GGN
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