Centrais sindicais denunciam que Temer quer destruir direitos trabalhistas

Portal Plantão Brasil
18/6/2016 21:56

Centrais sindicais denunciam que Temer quer destruir direitos trabalhistas

Até a Força Sindical, do Paulinho da Força, opositor de Dilma denunciou e chamou Temer de "traidor''

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Em nota oficial, centrais Força Sindical, UGT, NCST, CTB e CSB manifestam “estranheza” por declarações de ministro-chefe da Casa Civil; “Em todas as crises, oportunistas de plantão levantam a bandeira da reforma trabalhista”, assinala nota assinada pelos sindicalistas Paulo Pereira da Silva, Ricardo Patah, Adílson Araújo e Antônio Neto; posicionamento foi reação a discurso de Eliseu Padilha a empresários, no qual afirmou que fragilizar a CLT “é a. única saída”; movimento sindical trava dura negociação com governo interino de Michel Temer; entre as centrais, apenas a CUT não assinou a nota; por que?



O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, falou o que quis, ontem, diante dos empresários do Grupo de Líderes Empresariais, chefiado pelo pré-candidato a prefeito de Sâo Paulo João Doria Jr.. Atacou a CLT, considerando que a retirada de direitos trabalhistas ‘é a única saída’ para o Brasil voltar a ter uma economia competitiva e elogiou a ampliação do regime de contratação terceirizada de trabalho. Foi aplaudido, mas a reação dos trabalhadores não tardou a chegar.

Nesta sexta-feira 17, quatro das principais centrais sindicais do País divulgaram nota conjunta em que rebateram Padilha, negociador escalado pelo presidente interino, Michel Temer, para dialogar com as entidades sindicais sobre a reforma da Previdência Social.

“Em todas as crises, oportunistas de plantão levantam a bandeira da reforma trabalhista, apontando a mesma como solução para os problemas da economia e do mundo do trabalho”, lembraram os sindicalistas Paulo Pereira da Silva, Ricardo Patah, Adílson Araújo e Antônio Neto. “Mas não vamos permitir que qualquer mudança na legislação trabalhista que retire direitos dos trabalhadores”, prosseguiram. “E qualquer ação de alteração neste momento sofrerá uma forte reação do movimento sindical”.

Abaixo, a íntegra da nota oficial das centrais:

Causou-nos estranheza as declarações do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, publicadas nos meios de comunicações, informando que o atual governo pretende pressionar o Senado pela aprovação do Projeto de Lei sobre a Terceirização e sobre uma eventual reforma trabalhista.

É importante ressaltar, no caso da terceirização, que o fundamental é defender a regulamentação dos 12 milhões de trabalhadores, que estão hoje submetidos uma legislação precária que os penaliza de forma perversa.

Reafirmamos que somos contra a terceirização nas chamadas atividades-fim. O governo interino deve estar atento e precisa entender que a terceirização, na forma que é praticada hoje, nada mais é que uma maneira de diminuir direitos. Nas últimas décadas, o crescimento da terceirização resultou em relações de trabalho precarizadas, com aumento das situações de risco e do número de acidentes de trabalho e doenças profissionais, baixos níveis salariais, ampliação das jornadas de trabalho e crescimento da rotatividade.

Um Projeto de Lei deve garantir proteção social aos trabalhadores e estar assentado na isonomia de direitos, de salário e de tratamento dos terceirizados.

Vale destacar que, em todas as crises, os oportunistas de plantão levantam a bandeira da reforma trabalhista, apontando a mesma como solução para os problemas da economia e do mundo do trabalho. Não vamos permitir que qualquer mudança na legislação trabalhista que retire direitos dos trabalhadores. E qualquer ação de alteração neste momento sofrerá uma forte reação do movimento sindical.

As prioridades do movimento sindical concentram-se na defesa de uma pauta trabalhista baseada na imediata redução da taxa de juros e na implementação de políticas que priorizem a retomada do investimento e do crescimento da economia, a geração de empregos, a redução da desigualdade social, a distribuição de renda e o combate à pobreza.

Paulo Pereira da Silva (Paulinho da Força)

Presidente da Força Sindical

Ricardo Patah

Presidente da UGT

José Calixto Ramos

Presidente da NCST

Adilson Araújo

Presidente da CTB

Antônio Neto

Presidente da CSB





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