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Por Aurea Julio
O ministro Alexandre de Moares anunciou a prisão daqueles que fizerem, daqui pra frente, disparos em massa nas eleições Além de prisões, registros de chapas serão cassados.
Alexandre de Moraes reconheceu que esses disparos em massa de fake news influenciaram as eleiçoes de 2018. Reconheceu a existência do "gabinete do ódio", assim designado não por oposicionistas, mas por um ministro de Estado do governo. Reconheceu que não se pode agir como avestruz, fingindo que esses mecanismos criminosos não foram usados nas eleiçoes de 2018 e depois delas.
O ministro chamou as milícias digitais de covardes presencialmente, com coragem apenas quando estão atrás de um computador e citou a perseguição feita à jornalista Patrícia Campos Mello por ter exposto a prática dos disparos em massa e a atuação do gabinete do ódio.
Porém, justificou indiretamente a falta de ação contra esses crimes eleitorais pela falta de "provas robustas" em inquéritos. Acusou os autores de ações contra essas milícias de "negligenciarem nas provas".
Ou seja, contra os que já cometeram esses crimes, reconhecidamente prejudiciais ao resultado da eleição em 2018; que jogaram Lula na cadeia por 580 dias; que elegeram exatamente quem fez uso de tais práticas; que feriram todo o qualquer princípio democrático afastando um candidato à presidência que estava à frente nas pesquisas; que tiraram do povo a escolha sagrada de seu representante; nada se fará, por "falta de provas", mesmo que elas existam e sejam reconhecidas.
Se isso é apenas um paradoxo, o que já seria bastante trágico na política, ou se é mero descaso pela inteligência popular, ou se esconde interesses resguardados a sete chaves, só o tempo dirá.
Assista ao pronunciamento do ministro e reflita junto com o célebre cantor tão apreciado nos tempos da ditadura militar: "Daqui pra frente, tudo vai ser diferente"
Alexandre de Moraes anuncia prisão para quem fizer disparos em massa em 2022 pic.twitter.com/1GtFkKzmp8
— UOL Notícias (@UOLNoticias) October 28, 2021